Governo investe 2,8 milhões nos Hospitais de Faro e Portimão

«Objetivamente, o investimento tem de acontecer»

O Governo vai investir 2,8 milhões de euros nos Hospitais de Faro e Portimão. O anúncio foi feito por Jamila Madeira, secretária de Estado Adjunta e da Saúde, esta segunda-feira, 2 de Março. 

A governante algarvia, que esteve em Faro para uma reunião com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), em contacto posterior do Sul Informação, confirmou que este investimento será dividido por Faro e Portimão.

Para o Hospital de Faro, por exemplo, já está comprado um equipamento TAC, aguardando-se apenas as obras de remodelação do espaço onde será instalado este equipamento.

Esta semana, entrará em funcionamento uma nova área de Colheitas para Análises do Serviço de Patologia Clínica.

Além disto, estão previstas obras nas Urgências e remodelação da Cardiologia. Já em Portimão, haverá intervenções na Urgência de Psiquatria.

Em declarações aos jornalistas, a secretária de Estado disse que esta dinâmica «é muito importante. Objetivamente, o investimento tem de acontecer».

«Temos um conjunto de iniciativas que demonstram um sinal de preocupação na aplicação daqueles que são os recursos do Orçamento de Estado aqui no CHUA», considerou.

Questionada sobre se estes investimentos não são um género de cuidados paliativos para um setor da saúde em crise, no Algarve, Jamila Madeira desvalorizou a questão.

«2,8 milhões em equipamento médico, mais um TAC, a reabilitação de todo o serviço de cardiologia, a requalificação da urgência, a central de esterilização… Não me parece que sejam paliativos», justificou.

Estes são, na opinião da governante algarvia, «investimentos críticos para dar uma resposta cada vez mais capacitante» aos hospitais.

Confrontada com a recente denúncia do PSD acerca da falta, em 13 dias, de cirurgiões na escala de serviço, Jamila Madeira revelou que, ainda hoje, haverá uma reunião de António Sales, outro secretário de Estado da Saúde, com a administração do CHUA, onde «essa questão poderá ter desenvolvimentos».

No final da semana passada, também foi notícia a carta de 10 jovens cirurgiões ao diretor do serviço de Cirurgia, pedindo a regularização das tabelas salariais.

«As questões dos recursos humanos não são da minha pasta, mas há um processo legislativo em curso e que a seu breve trecho dará resposta», disse.

Ainda assim, fez questão de considerar que tem «havido reforço substancial de profissionais, seja médicos, seja enfermeiros».

«Temos cerca de 40 novos médicos, mais de 100 enfermeiros e, portanto, temos números muito expressivos de reforço de capital humano», concluiu.

Nesta visita, Jamila Madeira também falou sobre o futuro Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve que será «oportunamente» divulgado.

A questão do coronavírus também foi abordada, bem como o tão desejado Hospital Central do Algarve – um dossiê que «está a ser trabalhado diariamente». 

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