Bienal Ibérica de Património Cultural em Loulé foi «aposta ganha»

Evento começou na sexta-feira e terminou ontem, domingo

«Uma aposta ganha, num evento muito bem conseguido». Esta é a avaliação que Catarina Valença Gonçalves, diretora da Spira, faz da Bienal Ibérica de Património Cultural que terminou este domingo, 13 de Outubro, em Loulé. 

A Spira foi a organizadora do evento, contando com o apoio da Câmara de Loulé. Ao longo de três dias, todo o concelho foi a capital do património cultural, com o balanço final a ser positivo.

«Ainda não fizemos a contabilidade toda dos números, mas acreditamos que, no total, entre visitantes no espaço expositivo e participantes nas atividades paralelas, tivemos cerca de 11 mil visitantes, um número superior ao alcançado na última edição da Bienal, em Amarante», disse Catarina Valença Gonçalves, ao Sul Informação. 

Na tenda expositiva, montada junto ao Monumento Engenheiro Duarte Pacheco, houve dezenas de stands, por exemplo da Direção-Geral do Património Cultural e de entidades regionais de turismo, mas também de empresas relacionadas com o património.

 

 

Outra das vertentes da Bienal foram os itinerários temáticos, em Loulé e Quarteira, por exemplo, e ateliers de educação patrimonial. Ambas as iniciativas correram muito bem.

«Os itinerários tiveram sempre uma excelente adesão, bem como os ateliers. Isto além dos dois concertos, no Cine-Teatro Louletano, que esgotaram por completo», disse a diretora da Spira.

Esta foi a primeira vez que este evento ibérico se realizou no Sul do país, com o balanço a ser positivo.

«Foi uma aposta ganha. Este não é o território mais conhecido em termos de património cultural. Há outros recursos que, nas últimas décadas, têm vindo a ser capitalizados ao extremo, acabando por secar o resto. Agrada-nos muitíssimo que a Bienal tenha mostrado um outro Algarve, com outros recursos endógenos além do mar», considerou Catarina Valença Gonçalves.

«Achamos que esta adesão das pessoas deita por terra qualquer ideia de não haver equipamentos, recursos e atividades com pertinência no Sul. Também desmonta a ideia de qualquer preconceito da falta de adesão dos algarvios a eventos relacionados com o património cultural», acrescentou.

 

 

Nesta edição da Bienal, em Loulé, Marrocos foi o país convidado, numa presença que se notou na tenda expositiva, mas também na programação cultural, nomeadamente nos concertos com músicos africanos. Esta escolha de Marrocos foi estratégica.

«A presença marroquina foi muito enriquecedora, por exemplo neste convívio com vizinhos com quem temos tanto em comum, na área das artes e ofícios. Do ponto de vista da agradabilidade dos visitantes, também tiveram esta oportunidade de conhecer melhor Marrocos», disse Catarina Valença Gonçalves.

Tal como expressou Othmane Bahnini, embaixador de Marrocos em Portugal, ao Sul Informação, na inauguração da Bienal, na sexta-feira, 11, o objetivo é que esta ligação se aprofunde.

«Espero que tenha ficado o início de uma ponte para o futuro», concluiu Catarina Valença Gonçalves.

 

Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação

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