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Obras do novo cais demoram um ano mas ninguém deixará de ir à Ilha de Tavira por causa delas

Atual cais da Ilha de Tavira

Não há como fugir: as obras de construção de um novo cais na Ilha de Tavira vão apanhar um Verão, já que o seu prazo de execução é de 12 meses. Mas, garantiu o ministro do Ambiente João Matos Fernandes, na próxima época alta será possível aceder ir à praia na Ilha de Tavira, por barco, «com conforto» e sem pôr em causa a utilização desta zona balnear muito procurada por residentes e visitantes.

Apesar de não admitir que poderá haver suspensão das obras, em 2018, o ministro do Ambiente não tem «a mais pequena dúvida» de uma coisa: «no próximo Verão, com conforto, vai ser possível aceder à Ilha de Tavira de barco».

O membro do Governo esteve ontem, dia 21 de Agosto, em Tavira, para assistir e homologar, em conjunto com a ministra do Mar, o protocolo tripartido que define o modelo de financiamento desta obra, que custará 2,5 milhões de euros.

Metade da verba necessária, 1,25 milhões de euros, será garantida pela Sociedade Polis Ria Formosa, que até já lançou o concurso público para realização da empreitada. O valor restante será assegurado, em partes iguais, pela Câmara de Tavira e pela Docapesca.

A intervenção, há muito reclamada e que permitirá melhorar «as condições de conforto e segurança» para os utentes da Ilha, prevê não só a criação de um novo cais, com quatro zonas de embarque distintas, mas também intervir na rampa de varadouro, para acesso de veículos, do lado da Ilha.

João Matos Fernandes acredita que, «caso o concurso corra bem, ainda este ano a obra se iniciará». «Temos pena de “invadir” a próxima época balnear. O nosso desejo maior era que ela se conseguisse fazer até final de Junho, mas isso é impossível. Tendo a obra como prazo 12 meses, iria sempre apanhar o Verão», disse.

 

Futuro cais da Ilha de Tavira

O projeto prevê a remoção do atual cais e a sua substituição por uma estrutura polivalente. A ideia é «potenciar o cais para embarque/desembarque de passageiros e para cargas/descargas», ao mesmo tempo que se coloca nova iluminação, segundo a Sociedade Polis.

No cais em si, serão criadas quatro áreas distintas. Duas delas destinam-se aos barcos de carreira, com uma das zonas a servir a linha fluvial que parte de Tavira e a outra a que parte das 4 Águas. Os demais pontões servirão para cargas e descargas e para uso dos barco-táxi e das empresas maritimo-turísticas.

A outra área de intervenção, onde será instalada a rampa de varadouro, fica mesmo em frente ao Cais das 4 Águas, uma zona acessível por veículos, da parte da ilha – atualmente, é por ali que se faz a recolha do lixo da Ilha, para o trazer para o continente.

A intervenção também contempla dragagens, para facilitar as manobras frente ao novo cais, e a colocação de painéis solares.

A obra de construção do novo cais e da rampa de varadouro na Ilha de Tavira faz parte de um lote de intervenções no valor de 22 milhões de euros que a Polis Ria Formosa quer colocar a concurso antes do final do ano, altura em que se irá extinguir. Neste momento, além desta empreitada, está também a concurso a requalificação dos jardins e da Avenida 5 de Outubro, em Olhão.

Ainda em 2017 – até porque não pode ser de outra forma, para que as intervenções possam ser enquadradas pelo Programa Polis – será lançado o concurso para a construção da nova ponte para a Praia de Faro, serão feita dragagens na Ria de Alvor e nas barras da Armona e da Fuseta e criado um novo Plano de Praia para o Ancão.

«Este novo cais é uma obra muita importante, que será lançada pela Sociedade Polis mas que conta com uma grande ajuda da Docapesca e da Ilha de Tavira», resumiu João Campos Fernandes, que salientou que «de nada valeria à Polis ter metade da verba necessária», caso não surgissem os dois parceiros.

A sua execução é possível devido a «um novo olhar sobre o Polis» introduzido pelo atual Governo, que faz deste programa «algo que pretende servir para requalificar este território da Ria Formosa e garantir que as atividades tradicionais aqui se mantém e têm condições para se desenvolver», defendeu o ministro.

Fotos: Hugo Rodrigues|Sul Informação

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