Reativação dos parquímetros em Faro espera por “luz verde” da Assembleia Municipal

Câmara quer que parquímetros passem a ser geridos pela Ambifaro

A reativação dos parquímetros da cidade de Faro está mais perto de acontecer depois de, esta terça-feira, a proposta de contrato de concessão, gestão, exploração e fiscalização de estacionamento de duração limitada, com a Ambifaro, ter sido aprovada pela maioria da vereação, com a abstenção dos vereadores do PS.

Segundo explica a Câmara de Faro, «deste modo, pretende-se que a empresa municipal assuma a gestão dos parquímetros da cidade, desativados desde que, em Novembro de 2018, a autarquia decidiu não renovar os contratos de gestão com os anteriores concessionários, optando por chamar ao universo municipal essa responsabilidade».

A assinatura do contrato com a Ambifaro «permitirá reativar os parquímetros, com tarifas iguais às que vigoravam até Novembro de 2018, garantindo rotatividade entre viaturas e possibilitando uma maior oferta de vagas controladas por minutos/horas, como de resto vem sendo justa reivindicação da população e dos nossos comerciantes muito em especial», acrescenta a autarquia.

Para que a reativação aconteça, a proposta também terá de ser aprovada na Assembleia Municipal, numa reunião que deve acontecer ainda este mês de Junho.

No entanto, foi neste órgão que, em Janeiro último, as intenções da Câmara de Faro de passar a gestão dos parquímetros da cidade para a esfera da Ambifaro esbarraram.

A proposta não passou devido ao voto de qualidade do presidente da Assembleia Municipal farense, o socialista Luís Graça, o que levou o PSD/Faro a acusar o PS de ter inviabilizado uma medida «fundamental para resolver o buraco financeiro do Mercado Municipal» e da Ambifaro.

Rogério Bacalhau, presidente da Câmara, disse mesmo que a sobrevivência da empresa municipal estava em risco, se não assumisse a gestão dos parquímetros.

Na altura, o PS justificou a sua decisão numa declaração de voto, apontando como uma das razões para o chumbo da proposta “Concessão de Gestão, Exploração e Fiscalização de Estacionamento de Duração Limitada” o facto de o executivo nunca ter prestado os esclarecimentos pedidos por uma comissão criada, no seio da AM de Faro, para acompanhar a auditoria que foi feita à Ambifaro, que os socialistas dizem ser um «saco azul» da Câmara.

«Consideramos fundamental apurar as razões dos prejuízos e do défice acumulados, face ao estudo de viabilidade financeiro apresentado inicialmente, para sustentar a fusão com a empresa Mercado Municipal», defendeu o PS/Faro, na sua declaração de voto.

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