PSD/Portimão estranha «silêncio ensurdecedor» da presidente de Câmara sobre fecho da maternidade

Longe vão os tempos das providências cautelares e das manifestações à porta do hospital, diz o PSD

O PSD/Portimão estranha o «silêncio ensurdecedor» da presidente de Câmara e dos deputados do PS, Bloco de Esquerda e CDU, na Assembleia Municipal e da República, sobre o fecho da maternidade do hospital da cidade, em vigor até terça-feira, por falta de médicos pediatras.

«Outrora, desde a Senhora Presidente de Câmara a deputados afetos às siglas que sustentam o Governo de António Costa, todos eram extremamente ativos a falar e defender a saúde local e regional, apresentando ainda providências cautelares e inclusive promovendo manifestações à porta do Hospital em questão», salientam os social-democratas em nota assinada por Carlos Gouveia Martins, presidente da Concelhia dos PSD.

«Agora, à data de hoje, onde está a voz dos socialistas portimonenses e algarvios?», interroga. Para os social-democratas, «o silêncio perante o poder político governamental apenas representa que hoje se esquecem dos seus deveres perante os portimonenses e da luta por um SNS que funcione ao serviço das pessoas, com qualidade, acessibilidade e gratuitamente».

«Não é hora de perderem a voz que outrora tanto tinham. É hora de determinados dirigentes políticos serem coerentes e unirem esforços, junto de todos os portimonenses, em detrimento de siglas partidárias, a defender a Saúde em Portimão, no Barlavento e no Algarve».

No seu comunicado, o PSD/Portimão manifestou «preocupação» com o encerramento da maternidade da unidade hospitalar desta cidade até à próxima terça-feira, dia 11, lamentando que, «às portas da altura do ano em que toda a região duplica – e até chega a triplicar – a sua ocupação», já haja «sinais de ruturas em áreas essenciais da prestação de cuidados hospitalares no CHUA, afetando não só residentes como os turistas que, e bem, desde já nesta semana optaram por passar férias ou umas miniférias nesta região e em particular no Barlavento».

Os social-democratas portimonenses salientam que «nesta ampla área geográfica, ficar sem resposta pediátrica e para as mulheres em trabalho de parto durante 4 dias no Hospital do Barlavento Algarvio é alarmante».

Às parturientes ou crianças em estado mais grave apenas restam duas soluções: «ir à já saturada Urgência do Hospital de Faro, que, no caso de um algarvio residente em Odeceixe, significa 1h30 a 2h00 de viagem e fazer 250 quilómetros ida e volta, pagando do seu bolso o táxi ou a ambulância ou o combustível, em vez de 45 a 50 minutos e 120 quilómetros ida e volta à Urgência do Hospital de Portimão» ou «ir, mais uma vez, a uma das unidades hospitalares do grupo Hospitais Particulares do Algarve, em Lagos ou em Portimão, pagando o que tem direito constitucionalmente».

O PSD/Portimão anuncia que irá «apresentar em local próprio o pedido para audiência local dos intervenientes com responsabilidade nesta nova falha na saúde portimonense e algarvia».

A nota termina manifestando «solidariedade e compreensão para com os profissionais de saúde que, diariamente e com estes constrangimentos públicos, não deixam de trabalhar de forma abnegada».

A situação da falta de médicos pediatras no Algarve, em especial no hospital de Portimão, não é nova. Em 2014, ainda durante o Governo do PSD/CDS e com Pedro Nunes na administração do então Centro Hospitalar do Algarve,  já tinha mesmo sido aventado o encerramento transitório da maternidade, o que levou a uma manifestação à porta da unidade hospitalar portimonense, promovida pelo Movimento de Cidadãos pela Defesa dos Serviços Públicos de Saúde do Algarve e a Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde.

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