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Vilamoura quer ser «destino de hipismo número um da Europa» dentro de um ano

Vêm de ainda mais países do que nas edições anteriores e vão fazer de Vilamoura uma cidade equestre internacional durante seis semanas. A edição de 2017 do Vilamoura Atlantic Tour é a maior de sempre, ao nível do número de cavalos, cavaleiros e retorno estimado, e espera-se que seja o passo definitivo para «tornar Vilamoura o destino número 1 de hipismo da Europa, dentro de um ano».

O presidente do Centro Hípico de Loulé não tem dúvida de que este é um objetivo alcançável, até porque conta com o apoio da empresa Vilamoura World, que gere esta zona turística, para tornar este desígnio uma realidade. A prová-lo, esteve a presença «massiva» dos membros do novo Conselho de Administração da empresa na apresentação do Vilamoura Atlantic Tour, esta sexta-feira.

O sonho de António Moura de criar as condições necessárias para fixar cavaleiros, cavalos e os seus proprietários em Vilamoura, durante a época baixa, é antigo. Hoje, «está muito perto de se concretizar».

«Com a nova gestão da Vilamoura World, estamos muito mais perto desse objetivo. Estamos já a trabalhar num projeto e a fazer o estudo necessário. Também estamos na fase de procura de financiamento. De momento, estão a trabalhar para isso arquitetos e a parte financeira», revelou António Moura.

Para já, pode ter-se uma ideia do que seria uma Vilamoura “tomada de assalto” pelo mundo do hipismo, no Outono e no Inverno. O Atlantic Tour começou na terça-feira, dia 14 de Fevereiro, dura até 2 de Abril e voltou a atrair cavaleiros de nomeada, com o atual campeão olímpico, o francês Philippe Rozier, mas também Taizo Sugitani, que vem do Japão, país que estará representado neste evento pela primeira vez (outra novidade é a Coreia do Sul). O alemão Marc Bettinger, as cavaleiras britânicas Laura Renwick e Nicole Pavitt e o italiano Juan Carlos Garcia são outros atletas olímpicos que marcarão presença.

Portugal apresenta, na competição, entre outros, cavaleiros de renome como Luis Sabino Gonçalves, João Chuva, Mário Wilson Fernandes e Duarte Seabra.

 

Ao todo, serão mais de 300 os cavaleiros e 1000 os cavalos que farão de Vilamoura a sua casa, enquanto decorrerem os concursos internacionais de saltos de obstáculos. Mais seriam, não fosse a lotação estar esgotada para o 1º mês.

«Nesta altura do ano, Vilamoura é o destino eleito pela maioria dos cavaleiros da Europa, que esgotaram totalmente a lotação do concurso para as primeiras quatro semanas.Os inúmeros pedidos de adesão, que continuam a chegar de todas as partes do mundo, já só encontram disponibilidade para as duas últimas semanas do evento», segundo o Centro Hípico de Vilamoura, que organiza o Vilamoura Atlantic Tour.

Luis Sabino Gonçalves, que esteve na sessão de apresentação, dá pistas para tanto sucesso. «Os cavaleiros, em geral, gostam de cá vir, porque nos sentimos em casa. A organização está sempre disponível para ajudar. Temos um maior acesso às pistas, o que é importante para a preparação dos cavalos e não acontece noutras competições», revelou.

Também Marlon Zanotelli, cavaleiro brasileiro radicado na Bélgica, considera importante esta abertura, salientando ainda as boas condições logísticas.

Esta forte adesão, que permitiu aumentar para 38 o número de nações representadas, também está ligada a outros fatores, segundo a organização. Além do prize money global de 840 mil euros, o Atlantic Tour contará com 24 provas pontuáveis para o Ranking Longines da FEI e com duas provas qualificativas para os Campeonatos da Europa 2017 e Campeonato do Mundo 2018.

Também há que ter em conta o prestígio internacional alcançado por este concurso que «é comprovado pelo ranking divulgado recentemente pela Federação Equestre Internacional», que coloca Vilamoura como «o 3º lugar da Europa onde participaram maior número de conjuntos em competições, ao longo do ano de 2016».

 

O evento é centrado nos cavaleiros e nas suas montadas, mas move muito mais gente. Durante mês e meio, estarão envolvidas cerca de 15 mil pessoas no evento, muitas das quais com elevado poder de compra.

O Tour representa um forte impulso para o turismo algarvio, em plena época baixa. O Centro Hípico de Vilamoura, presidido por António Moura, entidade organizadora, tem já uma estimativa: com a adesão ainda maior de cavaleiros nesta edição, prevê-se que o retorno aumente para os 25 milhões de euros.

«As unidades hoteleiras de 5 estrelas e a restauração serão fortemente beneficiadas por estes ‘novos’ moradores, com elevado poder de compra e ávidos de usufruir da condições que Vilamoura oferece», acredita a organização.

Também o presidente da Câmara de Loulé salientou a importância do Vilamoura Atlantic Tour para o turismo da região. «É muito positivo para a região. É um mês  e meio a gerar atividade, durante a época baixa», salientou Vítor Aleixo.

Além de Vilamoura e de outras localidades da região, a ação passa, igualmente, pelo Centro Hípico de Vilamoura propriamente dito, que se transforma numa autêntica cidade, nas seis semanas de evento.

O recinto conta com «uma área coberta de 13 mil metros quadrados, cinco pistas, 960 estábulos, uma clínica e SPA para cavalos, um espaço de massagens, cabeleireiro (com manicure e pedicure), dois restaurantes, dois bares e várias lojas».

O concurso internacional Vilamoura Atlantic Tour 2017 tem como principais patrocinadores o Turismo de Portugal/Algarve, Câmara Municipal de Loulé, Caixa de Crédito Agrícola, Vilamoura World, Microprocessador (sistemas digitais) e Pine Cliffs.

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