André Gomes tem «saudades» do “365Algarve” e quer o seu regresso

Presidente da RTA tem esperança que o Governo ou fundos do Algarve 2030 possam financiar um programa com o mesmo modelo do “365Algarve”

André Gomes – Foto: Nuno Costa | Sul Informação

O programa “365Algarve” «deixou – e ainda deixa – saudades». «Haja financiamento, para que nós o possamos colocar de pé novamente», desejou André Gomes, presidente da Região de Turismo do Algarve, em entrevista ao Sul Informação.

Quatro meses depois de tomar posse, André Gomes revelou ao nosso jornal que ainda não perdeu a esperança de que seja criado um novo programa com o mesmo modelo daquele que «foi, claramente, um projeto vencedor e reconhecido».

Apesar de a região ter lançado «um desafio ao Governo para criar um programa semelhante, mal o 365Algarve acabou», esse desafio, «infelizmente, ainda não teve resposta concreta».

«Mas continuamos a aguardar e a reafirmar a importância de um programa que trouxe tanta dinâmica e tanta diversidade à região, ao nível da oferta cultural e da animação, num período fundamental, o da época baixa, ou seja, entre Outubro e Maio», disse.

«De facto, registamos com alguma dificuldade esta falta de respostas, de mecanismos de apoio, quer aos grandes, quer aos pequenos eventos», acrescentou.

Quanto à possibilidade de um programa semelhante nascer por iniciativa da região, André Gomes insistiu que isso não será possível sem apoio do Estado Central.

«Se, por força de uma transferência superior do Orçamento de Estado para a RTA, tivéssemos a capacidade de, por nós, criar o programa e de o dinamizar, fá-lo-íamos certamente. De outra forma, não temos, de facto, essa possibilidade orçamental», assegurou.

Uma eventual alternativa ao financiamento do Estado Central e uma possibilidade «a estudar», é «o  próximo Programa Regional [de fundos comunitários]», o Algarve 2030.

«Nessa medida, desafiamos a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, para que, dentro daquilo que é a programação do próximo Programa Operacional, contemple esta vertente de apoio e de incentivo à dinamização cultural da região, uma vez que há enquadramento para isso».

Quanto à capacidade da região de pôr de pé um substituto para o “365Algarve” , o presidente do Turismo do Algarve não duvida que existe, «já que este foi um programa criado na região, para a região e para o país. Portanto, toda a produção cultural que foi incluída no 365 foi definida a nível regional, não foi uma imposição de parte do Estado Central, que foi, única e exclusivamente a entidade financiadora».

«Daí ter sido tão bem visto e tão reconhecido pela região, assim como por todos aqueles que tiveram a oportunidade de experienciar e de viver os diversos eventos», afirmou.

«Sem dúvida que gostávamos muito de ter um 365 novamente na região», concluiu o presidente da RTA.

 

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