Olhão, Silves e Loulé são os concelhos onde há mais falta de professores

Deputada algarvia do PSD já veio defender que sejam tomadas medidas

Olhão, Silves e Loulé são os concelhos onde há mais falta de professores no Algarve, segundo um estudo publicado no blogue do docente Arlindo Ferreira, especialista em estatística de educação, esta quarta-feira, 8 de Janeiro.

Numa altura em que o segundo período escolar já começou, ainda há 32 horários vazios em Olhão. Segue-se Silves (28) e Loulé (25).

Já Faro tem 22 horários por preencher e Portimão 21. Estas são os concelhos algarvios que fazem parte do top 20 daqueles onde há mais falta de professores, lista essa que é liderada por Lisboa.

Em paralelo, Olhão é o concelho onde a taxa de não aceitação é maior (34%). Ou seja: os professores até são colocados, mas não chegam a lecionar, recusando a vaga. Em Silves, essa taxa também é elevada: 23,3%.

 

 

A carência de docentes no Algarve não é uma situação nova. No início do ano letivo, milhares de horários ficaram por preencher. As rendas altas no alojamento são uma das principais razões.

Ofélia Ramos, deputada algarvia do PSD, em nota de imprensa enviada ontem, defendeu que são «necessárias medidas que permitam oferecer as necessárias condições aos professores para que estes possam prestar serviço em todas as escolas públicas do país, sem exceções».

«A efetivação do direito à educação é uma tarefa do Estado, e mais uma vez, este Governo falha, como tem falhado noutros domínios tão fundamentais como este», conclui.

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