Rendas altas afastam professores das escolas algarvias

Algarve e Lisboa são as regiões com mais vagas por preencher

O Algarve é uma das regiões do país com mais vagas de professores por preencher e a dificuldade em encontrar casas a preços acessíveis é uma das principais causas da recusa de contratos, por parte dos docentes.

Segundo um levantamento feito pelo Jornal de Notícias, mais de metade dos horários por preencher, a nível nacional, estão em escolas do Algarve e de Lisboa, ambos devido à dificuldade em garantir alojamento para professores que venham de outras regiões.

Em conjunto, Algarve e Lisboa – que não têm professores residentes suficientes para as vagas que existem –  contabilizam 1213 vagas de professores, quando a carência a nível nacional se fixa nos 2175 horários. Informática, Geografia e Inglês são as disciplinas mais afetadas.

Em declarações ao JN, Pedro Tilde, diretor da Escola Secundária Du Bocage, em Setúbal, garantiu que, «no Algarve, já há professores instalados em parques de campismo».

Isto levou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores, a defender ser urgente a aprovação, na corrente legislatura, de um subsídio de alojamento e a melhoria das condições de acesso e de trabalho, para os professores.

Apesar destes números significarem que deverá haver cerca de dois milhares de turmas sem, pelo menos, um dos professores, a nível nacional, o Ministério da Educação garantiu ao JN que sinalizou «casos muito pontuais» e que as dificuldades que as escolas enfrentam «estão em linha com anos anteriores».

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