IP confirma: eletrificação da Linha do Algarve atrasou-se por causa da Avaliação do Impacte Ambiental

Processo de AIA no troço Tunes/Lagos deve começar «ainda este mês»

A empresa Infraestruturas de Portugal acaba de confirmar, em nota enviada às redações, que a eletrificação da Linha do Algarve se atrasou devido à necessidade de sujeitar a obra a processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), «contrariamente ao que inicialmente tinha sido previsto».

A IP acrescenta que se «estima» que estes processos de AIA «tenham a duração de cerca de 7 meses, incluindo Consulta Pública, situação que tem implicações nas datas de lançamento dos concursos de empreitada».

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para o troço Faro-VRSA já «foi entregue na APA em Julho de 2019», enquanto, em relação ao troço Tunes-Lagos, a IP «prevê dar início ao processo de AIA ainda este mês».

A possibilidade de a eletrificação daqueles dois troços da ferrovia ter de ser sujeita a Avaliação do Impacte Ambiental já tinha sido aventada, aliás, em Abril do ano passado, pelo vice-presidente da IP, durante uma apresentação dos investimentos previstos que teve lugar na CCDR Algarve, em Faro, como o Sul Informação então noticiou.

Na altura, Carlos Fernandes, vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, anunciou que os trabalhos começariam durante o corrente ano de 2019, custando a intervenção 57 milhões de euros.

Na nota enviada às redações, a empresa responsável pela concretização das obras garante que «não há qualquer suspensão ou cancelamento» das intervenções na rede ferroviária previstas para o Norte, Centro e Algarve, ao contrário do que hoje titula o Jornal de Notícias.

Este periódico revela que «a Infraestruturas de Portugal atrasou ou adiou 18 obras programadas no âmbito do programa Ferrovia 2020, apresentado em Fevereiro de 2016, no valor de dois mil milhões de euros», o que não é negado pela empresa.

A IP acrescenta que «todos os investimentos previstos executar no âmbito do Ferrovia2020 estão em desenvolvimento e serão concretizados», embora não se comprometa com prazos.

«Apesar de alguns atrasos verificados», a IP sublinha estar «a realizar todos os esforços no sentido de concretizar este que é o maior plano de investimentos das ultimas décadas na modernização da Rede Ferroviária Nacional».

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