Eletrificação da Linha do Algarve está atrasada dois anos

Necessidade de Avaliação do Impacte Ambiental é o motivo do adiamento do prazo

O Algarve vai ter de esperar mais do que o previsto pela chegada da eletrificação aos troços da via férrea regional entre Tunes e Lagos e entre Faro e Vila Real de Santo António, noticia hoje o Jornal de Notícias, na sua edição impressa.

Segundo este jornal nacional, «só no 2º trimestre de 2023 é que a obra vai ficar pronta, com atraso de quase dois anos».

A culpa, salienta o periódico, «é da avaliação do impacto ambiental a que os dois troços vão ficar sujeitos», avaliação que não tinha sido prevista inicialmente.

O JN revela, na sua edição de hoje, que as «obras ferroviárias prioritárias foram canceladas ou adiadas», em especial no Norte e no Centro do país. Mas esta situação também afeta a região algarvia.

No total, diz o jornal, «a Infraestruturas de Portugal atrasou ou adiou 18 obras programadas no âmbito do programa Ferrovia 2020, apresentado em Fevereiro de 2016, no valor de dois mil milhões de euros». Uma das obras previstas, a eletrificação da Linha do Douro, entre Marco de Canaveses e a Régua, foi mesmo abandonada.

No caso da região algarvia, as obras de eletrificação da Linha do Algarve foram anunciadas no ano passado como tendo início em 2019.

Carlos Fernandes, vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, esteve na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, em Faro, em Abril de 2018, onde anunciou a data do início dos trabalhos e que a intervenção iria custar 57 milhões de euros.

Na altura, o responsável pela IP disse que, depois de concluídos os projetos para a eletrificação, a empresa iria ainda ver se haveria a necessidade de proceder a uma Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), junto da Agência Portuguesa do Ambiente, algo que, admitiu, poderia atrasar o avanço da empreitada. Foi o que aconteceu: a APA exigiu a AIA e o prazo derrapou.

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