Estudantes voltam à greve para exigir ação contra as alterações climáticas [com fotos]

Iniciativa «foi um completo sucesso», considera uma das principais impulsionadoras do movimento no Algarve

Alunos de escolas do Algarve voltaram a fazer uma Greve Climática Estudantil e a sair à rua, em Faro, para exigir ao Governo que tome medidas para combater as alterações climáticas.

Em Março, mais de 20 mil estudantes portugueses, entre os quais centenas de algarvios, participaram na primeira Greve Climática Estudantil mundial, no âmbito do movimento internacional #SchoolStrike4Climate e #FridaysForFuture, inspirado na jovem sueca Greta Thunberg.

Hoje, jovens de cerca de 100 países voltaram a fazer greve, em prol do clima, e o Algarve voltou a dizer presente. Faro foi uma das 51 localidades portuguesas onde a iniciativa decorreu.

«Foi um completo sucesso!», assegurou ao Sul Informação a jovem farense Margarida Roxo, uma das principais impulsionadoras da greve, no Algarve.

«Saímos hoje à rua porque nos últimos dois meses não houve progresso. O nosso objetivo é fazer com que o Governo faça da resolução da crise climática uma prioridade e nós não vemos isso a acontecer», explicou.

 

Margarida Roxo empunhando o megafone com que foi incentivando os colegas

 

O movimento estudantil «pacífico e não-violento, determinado e organizado, descentralizado e apartidário», que se formou de modo a organizar a Greve Climática Estudantil em Portugal, quer que os governantes «façam da resolução da crise climática a sua prioridade, cumprindo com todo o zelo e respeito o Acordo de Paris e as metas estabelecidas pela União Europeia (2020, 2030, 2050)».

Como isso ainda parece ser uma miragem, hoje voltou a ser dia de greve.

«A adesão foi um bocado inferior à da manifestação de 15 de Março, mas estávamos à espera que assim fosse, porque estamos numa altura em que há muitos testes e exames. Desta vez, também nos focámos mais na divulgação em escolas do ensino básico [2º e 3º ciclo] e não tanto nas secundárias», explicou Margarida Roxo.

A greve conseguiu, ainda assim, fechar uma escola do Algarve, o Colégio Internacional de Aljezur. «Vieram em peso. Eram muitos e alguns deles não falavam português», conta.

Além de Aljezur, vieram contingentes de respeito de escolas «de Faro, Loulé e Olhão».

 

 

O que é certo é que o movimento #SchoolStrike4ClimatePT  está a conseguir chegar a ainda mais estudantes do Algarve. E a ideia é continuar.

«Agora, estamos a pensar ir também às escolas do 1º ciclo. A 5 de Junho, que é o Dia do Ambiente, ponderamos promover algumas ações, embora nada com a dimensão da de hoje. Não outra manifestação, mas sim ações de sensibilização e divulgação», disse Margarida Roxo.

Isto não significa que os jovens estudantes do Algarve não estejam dispostos a voltar a sair à rua. «Já se começa a falar de que poderá haver outra greve em Setembro», acrescentou a jovem ativista, que garante que, se isso acontecer, vai estar na linha da frente.

Tudo isto começou com o momento protagonizado por Greta Thunberg, em Agosto. A estudante sueca de 16 anos, fez greve às aulas e empunhou um cartaz onde se lia “School Strike for Climate”, em frente ao Parlamento Sueco, com o objetivo de chamar à atenção dos políticos para a resolução séria e eficaz da crise climática.

Foi aí que nasceu aquele que se viria a tornar um movimento internacional, envolvendo estudantes espalhados pelo mundo.

Fotos: Rodrigo Damasceno|Sul Informação

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