Polícia Marítima quer que embarcações sejam tiradas de zona proibida junto à Culatra

Há pouco mais de dois anos, a Autoridade Marítima retirou todos os barcos que estavam fundeados no recovo da Culatra

A Polícia Marítima está a pedir aos proprietários embarcações fundeadas em zona proibida, junto à Ilha da Culatra, que as retirem do local. Esta iniciativa, que decorre desde o dia 25 de Outubro, visa «a ordenação deste espaço, evitando a permanência de embarcações em zonas sensíveis e com impacto no meio marinho, numa zona classificada como Parque Natural», segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

O Comando-local da Polícia Marítima tem procedido à «abordagem e sensibilização dos responsáveis pelas embarcações de recreio, na sua maioria estrangeiros, que se encontram fundeadas fora da zona fundeadouro, particularmente a leste da entrada do porto de pesca da ilha da Culatra, na Ria Formosa».

«Nas embarcações em que os responsáveis não se encontram a bordo, foram afixadas cópias do edital feito pelo Capitão do Porto, no sentido de alertar para a necessidade de remoção da embarcação», segundo a AMN.

Em 2016, uma operação da AMN permitiu limpar quase na totalidade o recovo da Culatra, uma reentrância junto ao núcleo piscatório com o mesmo nome da Ilha, onde quase uma centena de barcos estiveram fundeados ilegalmente durante 30 anos.

Este tipo de ações vão repetir-se noutros locais no espaço de jurisdição da Capitania do Porto de Olhão, «onde se tem observado uma crescente presença de embarcações de recreio fundeadas em zonas interditas ou estacionadas nas margens».

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