Aljezur recebe cordão humano contra exploração de petróleo na sua costa

O Movimento Algarve Livre de Petróleo vai organizar um cordão humano contra a exploração de petróleo no mar ao largo […]

plataforma petrolíferaO Movimento Algarve Livre de Petróleo vai organizar um cordão humano contra a exploração de petróleo no mar ao largo de Aljezur, no dia 11 de Junho, sábado, às 16h00, em frente à Câmara Municipal de Aljezur.

Em nota enviada às redações, o MALP explica que «considera inaceitável que o Estado e o Governo Português via Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos avancem à socapa para uma consulta pública com o objetivo de decidir da autorização da prospeção de petróleo ao largo das praias do Alentejo e do Algarve quando na semana anterior as vozes dos principais representantes da região se posicionaram de forma clara e contundente contra a exploração de petróleo e gás natural na região do Algarve».

O Movimento Algarve Livre de Petróleo apela a que «as principais forças vivas das regiões do Algarve e do Alentejo, autarcas, empresários do turismo e da pesca, representantes do setor imobiliário, sindicatos, movimentos sociais, associações ambientais, partidos políticos, cidadãos nacionais e estrangeiros, se juntem em frente à Câmara Municipal de Aljezur para, mais uma vez, afirmarmos em conjunto um rotundo não à exploração de petróleo e gás natural no mar e nas terras do Algarve.

A iniciativa também pretende «sensibilizar toda a população portuguesa para a necessidade de participar ativamente na consulta pública que o Estado português vai fazer até 22 de Junho no sentido de se encontrarem bons argumentos que fundamentem uma decisão que possa travar a barbárie que se adivinha para o Algarve e para a região litoral do Alentejo».

O movimento apela ainda «a todas as pessoas que tragam consigo um cartão vermelho para mostrar a sua reprovação moral ao concessionário ENI/GALP e informa que vai colocar à votação em consulta popular em frente à Câmara Municipal de Aljezur a demissão do Dr. Paulo Carmona da ENMC por considerar que as suas intervenções no espaço público não se terem orientado pela defesa do interesse público e da vida das populações que habitam os territórios locais e parecer mais interessado em defender a exploração de hidrocarbonetos em Portugal».

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