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Obras em pontões sobre a ferrovia obrigam a cortar EN125 entre Fontainhas e Maritenda

As obras nos dois pontões da EN125 sobre o caminho de ferro, nas zonas de Fontainhas/Ferreiras e de Maritenda, vão decorrer sobretudo durante a noite, mas, ainda assim, será necessário cortar a estrada mais importante do Algarve durante seis dias.

A notícia foi confirmada ao Sul Informação por um porta-voz da empresa Infraestruturas de Portugal, em resposta a questões colocadas pelo nosso jornal.

Essa fonte anunciou que estas obras, que passam pela demolição das duas passagens sobre a linha férrea, têm início «na primeira quinzena de Fevereiro e e estarão concluídas até ao final de Junho», «de acordo com o Plano de Trabalhos apresentado pela RAL», a concessionária Rotas do Algarve Litoral.

A grande fatia dos trabalhos nestes dois pontões e nos perto de dez quilómetros de estrada que ficam entre eles será feita «em período noturno», mas mesmo isso irá obrigar «à implementação de condicionamentos de tráfego com circulação na EN125, a realizar-se de forma alternada entre as 23h00 às 6h00». Ou seja, anunciam-se grandes filas de trânsito neste extenso troço da estrada.

Os pontões, ou «Passagens Superiores ao Caminho de Ferro das Fontainhas e Maritenda», terão mesmo de ser demolidos e construídos de novo, tal é o seu estado de degradação atual. E isso vai levar à necessidade de cortar o trânsito, totalmente, «por um período que se perspetiva de seis dias», acrescenta o porta-voz da IP, na informação que enviou ao nosso jornal.

Durante esses dias, o tráfego da EN125, não só o de ligeiros, como de pesados, terá de ser desviado «através das EM1285 e EM526», pelo que se antevêem já seis dias de dificuldades ainda maiores na circulação.

Ou seja, nesses seis dias, no sentido Faro/Portimão, na zona antes da subida para a Maritenda, o tráfego será desviado para a esquerda, em direção a Sul, pela estrada municipal M526, que dá acesso a Vilamoura e Albufeira, passando pela Kadoc e pela Patã de Baixo e virando depois para Norte, pela M1285, passando pela Mosqueira, até retomar a EN125, no cruzamento com semáforos das Fontainhas. O mesmo trajeto será usado no sentido inverso.

Estes mesmos desvios já tinham estado previstos – e até sinalizados no terreno – no ano passado, quando a RAL pretendeu cortar o trânsito no troço Maritenda/Fontainhas durante dois meses e meio, tal como o nosso jornal anunciou em primeira mão, o que fez chover um coro de protestos.

Nessa altura, as autarquias cujos territórios (e estradas municipais) seriam atravessadas por esses desvios do trânsito não concordaram com o que era proposto e, após tensas negociações com a RAL, as Infraestruturas de Portugal, autarquias e Secretaria de Estado, foi decidido não avançar com cortes e trabalhos.

O anúncio de que nada avançaria, naquela altura, foi feito a 9 de Maio, precisamente no dia em que o corte deveria avançar, já com as placas a sinalizar o desvio instaladas ao longo das estradas municipais, tal como o Sul Informação constatou, ao percorrê-las.

Fonte das Infraestruturas de Portugal explicou: «o sistema de desvio de tráfego proposto pelas Rotas do Algarve Litoral não teve a concordância necessária das autarquias, pelo que a IP não autoriza» o corte da EN125.

E a questão que se põe agora é que a RAL propõe exatamente o mesmo sistema, embora por menos dias (apenas seis), mas, ao que o Sul Informação apurou, as Câmaras Municipais de Loulé e de Albufeira ainda não deram o seu aval.

Entretanto, os deputados algarvios do PSD querem que o Governo suspenda as portagens na A22 «até à conclusão das obras de requalificação da EN125 e na medida em que essas obras encerrem troços ou produzam constrangimentos substanciais na circulação», como é o caso das obras agora em causa. No entanto, o ministro das Infraestruturas Pedro Marques já disse que tal não irá acontecer.

Ou seja, quem quiser usar a Via do Infante para fugir ao inferno das obras na EN125 e das estradas municipais estreitas que serão usadas como desvio, poderá fazê-lo, mas essa opção sairá inteiramente do seu bolso.

 

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