PSD e Bloco querem que Governo resolva problemas na Secundária Teixeira Gomes

Ambos os partidos endereçaram perguntas ao executivo de António Costa

O PSD e o Bloco de Esquerda querem que o Governo atue na resolução dos problemas da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, que até já levaram alunos, pais e professores a encerrar o estabelecimento escolar, em forma de protesto. 

Ambos os partidos endereçaram perguntas ao executivo de António Costa sobre que medidas tem previstas para resolver este problema, por exemplo ao nível da contratação de funcionários e de obras nos edifícios que já apresentam um elevado estado de degradação.

Em nota de imprensa, enviada por Rui Cristina, deputado algarvio eleito pelo PSD, os sociais democratas manifestam a sua «preocupação» com esta questão, considerando que, «mais uma vez, o Ministério da Educação não responde à precária situação e não promove soluções nesta escola pública».

«Neste ano letivo, a situação agravou-se, com a redução de 11 funcionários, numa das escolas de maior dimensão do concelho de Portimão, o que demonstra a desatenção que merece o ensino no Algarve, por parte do Ministério da Educação», acusa.

João Vasconcelos, deputado algarvio do BE, visitou, no dia da manifestação (segunda-feira), a escola, reunindo com a direção, onde constatou «os graves problemas existentes».

A manifestação de descontentamento dos alunos, pais e professores «deve-se à falta de 11 funcionários e de haver riscos do Bloco B ruir, onde são bem visíveis fendas de alguma dimensão».

«Todos estes graves problemas, além de gerarem um sentimento de insegurança entre a comunidade escolar, impedem o normal funcionamento da escola, levando ao encerramento de alguns serviços, onde sobressai o facto de durante o regime noturno não haver aulas, o que afeta cerca de alunos», diz o Bloco, em nota de imprensa.

Rui Cristina, deputado do PSD, afirma, por sua vez, que, «numa Escola a funcionar há 35 anos, são urgentes obras de manutenção que garantam o bom funcionamento do estabelecimento escolar e que seja reposto o quadro de funcionários, no sentido de os 1200 alunos e o corpo docente poderem usufruir dos requisitos mínimos, em termos dos assistentes operacionais».

De resto, os sociais democratas também questionaram o Ministério da Educação sobre a antecipação da transferência de competências do processo de descentralização do Estado central para o poder local e, consequentemente, para a autarquia portimonense, da pasta da Educação, sem ser necessário esperar por Janeiro, o que permitiria não comprometer o presente ano letivo».

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