Cristóvão Norte diz que eletrificação da Linha do Algarve é «uma miragem»

Avaliação de Impacte Ambiental fez a obra atrasar

«Uma miragem», apesar de ser «uma obra prioritária». É assim que Cristóvão Norte, deputado do PSD, reage ao adiamento do arranque da eletrificação da Linha do Algarve. 

A notícia foi avançada, esta terça-feira, 19 de Novembro, pelo Jornal de Notícias (JN) que dá conta que o Algarve terá de esperar mais do que o previsto pela chegada da eletrificação aos troços da via férrea regional entre Tunes e Lagos e entre Faro e Vila Real de Santo António.

Segundo o JN, «só no 2º trimestre de 2023 é que a obra vai ficar pronta, com atraso de quase dois anos».

A culpa, salienta o periódico, «é da avaliação do impacto ambiental a que os dois troços vão ficar sujeitos», avaliação que não tinha sido prevista inicialmente.

Para Cristóvão Norte, os prazos e os compromissos apenas «serviram para criar uma ilusão de que estava a avançar uma coisa importantíssima que está parada, afinal de contas».

«Ainda nos últimos meses nos garantiam que a obra estaria concluída em 2020. Neste momento já sabemos que dificilmente se está a contar iniciá-la antes de 2022. O Algarve precisa desta obra, de um intercidades regional, rápido e que seja alternativa a outras formas de mobilidade. Tanto se apregoa o imperativo ambiental, mas nestas opções de adiamento são rapidamente esquecidos», diz o parlamentar algarvio.

Dos 58 milhões de euros que custará a obra, 23,2 são para o troço Tunes/Lagos e 34,7 para Faro/VRSA e a obra vai criar 140 empregos, bem como preparar a linha para um maior número de utilizadores e comboios.

«Todos os recordes de supressões de comboios têm sido batidos, o que prejudica o dia a dia de muitos milhares de pessoas, especialmente as mais pobres e sem alternativa. As avarias são constantes, a desorganização é total, mas também já se sabe que a Linha do Algarve será uma das últimas a ser reequipada com novas composições, decentes e com conforto mínimo. A ferrovia tem que ser central no modelo de mobilidade regional e essa decisão continua a ser adiada», acusa.

Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos, deputados do PSD eleitos pelo Algarve, vão dirigir uma pergunta a Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação.

É que, lembra o PSD, o governante «voltou a referir a importância da ferrovia como setor estratégico do país e que chegou a andar pelo país a falar de obras em curso, quando os projetos não saíram ainda do papel».

Por isso, os sociais democratas exigem «que esta obra prioritária avance o mais rapidamente possível e que não se repitam os anúncios de pés de barro, os quais confundem as pessoas e as levam compreensivelmente a romper a confiança na seriedade daqueles que representam o Governo de Portugal».

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