Faro: «Vamos deixar de brincar» com a situação do Parque de Campismo

Se obras de recuperação do Parque de Campismo da Praia de Faro não começarem na segunda-feira, dia 25, utentes podem ter de indemnizar a Câmara

A Câmara de Faro diz que está na altura de «deixar de brincar» com a situação do Parque de Campismo da Praia de Faro e, na próxima sexta-feira, vai interpor uma ação contra a Associação dos Amigos e Utentes do parque.

Em conferência de imprensa, Rogério Bacalhau, presidente da Câmara, adiantou que deu «ordens ao advogado para que, na sexta-feira, interponha uma ação contra a associação para que qualquer eventual ação contra nós não tenha consequências. Além disso, vamos pedir indemnização à associação e aos utentes, caso a obra seja atrasada», devido à ocupação do espaço.

O autarca recorda que, «qualquer ação judicial colocada pela associação, não será suspensiva. A partir do momento em que o tribunal decretou que temos razão, vamos ter de deixar de brincar com isto».

A ação interposta pela Câmara de Faro «poderá ter consequências, ou não, dependendo das ações tomadas pela associação e por cada um dos utentes».

A tomada de posição da autarquia farense surgiu no seguimento da anunciada intenção da Associação dos Amigos e Utentes do Parque de Campismo de prosseguir, na barra dos tribunais, a luta pelo prolongamento da sua permanência naquele local.

Uma Providência Cautelar interposta pela associação já obrigou ao adiamento do início das obras, que estava previsto para 1 de Outubro. No entanto, o Tribunal Administrativo de Loulé não aceitou a ação.

Rogério Bacalhau realça que, «com a Providência Cautelar, nós podíamos ter invocado o interesse público e pedido a sua suspensão. Não o fizemos porque achámos que devíamos aguardar a decisão tribunal, que não deixasse dúvidas».

Apesar da posição de força, o autarca garante que «estamos do lado da solução e, se alguém precisar da nossa ajuda para retirar os pertences do parque, venha falar connosco».

Além disso, «se alguém não conseguir retirar as coisas, e não as quiser, pode declarar isso à Câmara e faremos a limpeza».

No que diz respeito a casos sociais, que precisam de ser realojados, Rogério Bacalhau adiantou que «há um referenciado, que está a ser acompanhado pela Ação Social».

«Para nós, o dia 25, é o “Dia D” e a obra é para avançar», conclui o autarca.

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