Algarve e Alentejo em Alerta Laranja por causa do perigo de incêndio

Situação de alerta mantém-se até à meia noite de amanhã, sábado

Os distritos de Faro, Beja, Évora e Portalegre estão sob alerta laranja, o segundo mais grave, enquanto no de Setúbal vigora o alerta vermelho, depois de ontem o Governo ter declarado a situação de alerta em Portugal continental, entre as 00h01 desta sexta-feira e as 23h59 de sábado, devido ao «agravamento do risco de incêndio» decorrente do estado do tempo.

A decisão foi tomada por despacho conjunto dos ministros da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que anunciaram a medida em comunicado.

De acordo com as previsões meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ,para os próximos dias, a partir da tarde de ontem, quinta-feira, até amanhã, sábado, 14 de setembro, «prevê-se o aumento da intensidade do vento que, em combinação com a continuação do tempo quente e seco, irá manter em valores muito elevados o perigo meteorológico de incêndio».

Tendo em conta estas condições, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) decretou o também alerta vermelho para dez distritos: Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu.

Ontem, em conferência de imprensa, Patrícia Gaspar, segundo comandante da ANEPC, explicou que «vamos, nas próximas 48 horas, entrar num cenário meteorológico que pode ser complexo no que diz respeito ao desenvolvimento de ocorrências de incêndios florestais. Vamos ter 48 horas de tempo seco, com humidades relativas baixas, mas, sobretudo, vamos ter um fator que é preponderante na forma como os incêndios se desenvolvem, que é o vento».

Patrícia Gaspar pediu tolerância zero quanto ao uso do fogo e apelou à população para que esteja consciente das condições meteorológicas e dos comportamentos de risco.

«Fruto de alguma nebulosidade que poderá também surgir e também do vento, poderá haver uma perceção errada por parte das pessoas para uma eventual diminuição do risco, o que pode levar a comportamentos errados e a comportamentos que temos a todo o custo de evitar», frisou a segundo comandante da ANEPC.

Com esta situação de alerta passam a estar em vigor «medidas bastante restritivas relativamente ao uso do fogo».

 

EFEITOS EXPECTÁVEIS

Manutenção das condições favoráveis à deflagração e propagação dos incêndios rurais.

MEDIDAS PREVENTIVAS

A Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil recorda que no âmbito da Declaração da Situação de Alerta hoje emitida:

É PROIBIDO o acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem;

É PROIBIDA a realização de queimadas e de queimas de sobrantes de exploração;

Há PROIBIÇÃO total da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, bem como a suspensão das autorizações que tenham sido emitidas, nos distritos em que tenha sido elevado o Estado de Alerta Especial de Nível Vermelho para o dispositivo de combate a incêndios rurais: BRAGANÇA, CASTELO BRANCO, COIMBRA, GUARDA, LISBOA, PORTALEGRE, SANTARÉM, SETÚBAL, VILA REAL e VISEU;

É OBRIGATÓRIO usar dispositivos de retenção de faíscas e de tapa-chamas nos tubos de escape e chaminés das máquinas de combustão interna e externa nos veículos de transporte pesados e 1 ou 2 extintores de 6 Kg, consoante o peso máximo seja inferior ou superior a 10 toneladas.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil recomenda ainda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente através da adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando a legislação em vigor, e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível nos sítios da internet da ANEPC, do IPMA e do ICNF, ou junto dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros

Comentários

pub
pub