Louletano Vicente de Mateos sobe ao 3º lugar da Geral, mas algarvio João Rodrigues vence etapa

Vicente de Mateos (Aviludo-Louletano) foi 5º na etapa

O algarvio João Rodrigues (W52-FC Porto) ganhou hoje a quarta etapa da 81ª Volta a Portugal Santander, 145 quilómetros entre a Pampilhosa da Serra e o alto da Torre. Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) foi o segundo e ganhou tempo aos adversários diretos.

Vicente de Mateos (Aviludo-Louletano) foi 5º, apesar de um choque a poucos metros da meta com Edgar Pinto, e, com essa posição na etapa, o ciclista da equipa algarvia ascendeu ao 3º lugar da Classificação Geral.

Jorge Piedade, diretor desportivo da Aviludo-Louletano, salientou, em declarações à RTP, o «grande trabalho» feito pela equipa na Serra da Estrela e recordou que Vicente De Mateos «teve azar quando o Edgar cai para cima dele e faz com que perca algum tempo». «Fizemos tudo para ganhar», assegurou. «Vamos lutar até ao fim», anunciou ainda o responsável técnico pela equipa algarvia.

Os principais candidatos demoraram a mover-se na subida final e foram outros os protagonistas na primeira metade de subida. O Aviludo-Louletano assumiu corajosamente a corrida. Partiu o pelotão logo à saída da Covilhã e, a 15 quilómetros da chegada, lançou Luís Fernandes para a cabeça de corrida. De trás, de um grupo com composição oscilante, foram tentando “saltar” vários homens, sempre com os chefes-de-fila na expectativa.

A Rádio Popular-Boavista esteve inconformada ao longo de toda a subida e David Rodrigues deu corpo à combatividade boavisteira, atacando a 4 quilómetros do final, passando por Luís Fernandes, para assumir a solo a cabeça de corrida. Acabaria alcançado pouco depois, na primeira movimentação de Joni Brandão, que testou os adversários com 3 quilómetros em falta para o final.

David Rodrigues tentou mais algumas vezes, mas seria a Efapel a lançar a discussão da etapa, nas últimas centenas de metros. Henrique Casimiro acelerou, mas João Rodrigues respondeu para triunfar, com Gustavo Veloso logo a seguir, a 1 segundo. Joni Brandão foi terceiro, a 5 segundos.

O final da etapa ficou ainda marcado por um choque entre Edgar Pinto (W52-FC Porto) e Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), que atrasou um pouco o espanhol, mas deixou o português muito para trás, por ter caído e ficado com a bicicleta avariada.

 

Foto: PODIUM / Paulo Maria

Tudo permanece em aberto nas contas da geral, mas Gustavo César Veloso deu uma pedalada de gigante para conquistar a Volta a Portugal. Na etapa que, teoricamente, seria mais difícil para as suas caraterísticas, o galego aumentou a diferença face aos rivais.

Gustavo Veloso continua, pois, de amarelo. O segundo é o colega de equipa João Rodrigues, a 13 segundos. Vicente García de Mateos está em terceiro, a 20 segundos. Seguem-se dois homens da Efapel, Joni Brandão, a 27 segundos, e Henrique Casimiro, a 40.

No top10 da Geral, figura ainda Luís Fernandes (Aviludo Louletano) que é precisamente 10º e que hoje terminou a tirada no 7º posto.

A etapa começou movimentada, devido à luta pela camisola da montanha e à combatividade da Rádio Popular-Boavista, que colocou dois homens no principal grupo de fugitivos do dia: Luís Gomes e Pablo Guerrero. Esse grupo também foi integrado por Antonio Soto (Equipo Euskadi), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy) e Domingos Gonçalves (Caja Rural-Seguros RGA).

A presença de Domingos Gonçalves deixou o pelotão em alerta, motivo pelo qual a W52-FC Porto assumiu a perseguição com denodo, mantendo os fugitivos sempre por perto, de modo a evitar surpresas na aproximação à fase decisiva da etapa. A diferença raramente superou os dois minutos. O minhoto da equipa espanhola ainda iniciou a subida isolado, mas não resistiu ao ritmo imposto atrás pela Efapel e pelo Aviludo-Louletano.

Antes do dia de descanso, marcado para terça-feira, o pelotão vai completar, nesta segunda-feira, a quinta etapa da competição, uma viagem de 158 quilómetros entre Oliveira do Hospital e a Guarda. A meta coincide com um prémio de montanha de terceira categoria, mas o momento nevrálgico pode ser um pouco antes, na subida de segunda categoria, a 9,1 quilómetros da chegada.

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