Médicos que venham para o Algarve no Verão «têm mesmo» alojamento gratuito

Por agora, ainda não há nenhum médico que tenha entrado em funções ao abrigo deste reforço

Créditos: Depositphotos

Os médicos que, até Setembro, venham reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Algarve «têm «mesmo» alojamento gratuito. A garantia foi dada esta sexta-feira, 12 de Julho, pela ministra Marta Temido, após a denúncia de um médico anestesista a quem foi pedido o pagamento de uma diária de 20 euros num apartamento partilhado. 

A situação, denunciada também pelo PSD/Algarve, vinha pôr em causa a medida, incluída num despacho de 6 de Junho, do Ministério da Saúde, que tem por objetivo atrair mais médicos para a região, com essa benesse do alojamento gratuito.

«Aquilo que terá acontecido é que um dos médicos terá obtido uma resposta-tipo que é do valor de referência para utilização dos quartos, sem se ter dado conta, por lapso, que vinha ao abrigo do regime excecional. Os médicos têm mesmo residência gratuita», disse Marta Temido, ministra da Saúde, aos jornalistas, à margem de uma visita ao Hospital de Faro.

 

Marta Temido, ministra da Saúde

 

Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, disse, por sua vez, que o «médico não terá explicado adequadamente a situação».

«O médico contactou o Hospital e não contactou a ARS. Se o tivesse feito, teria a resposta adequada», disse Paulo Morgado.

Quanto ao reforço de médicos para o Verão, o presidente da ARS Algarve disse que «têm havido contactos de alguns clínicos que estamos ainda a analisar». Certo é que, por agora, ainda não há nenhum médico que tenha entrado em funções ao abrigo deste reforço.

«Alguns são médicos que não têm vínculo ao SNS e que são prestadores de serviço, o que tem sido bom porque, nos anos anteriores, isso não tinha acontecido. Esses profissionais são contratados de maneira diferente e é com esses também que contamos para reforçar as escalas», acrescentou.

Com vínculo ao SNS só houve, de resto, até agora, duas candidaturas.

Este é um processo gerido «individualmente» para que a situação seja atrativa tanto para a ARS, como para os médicos.

Aquando da publicação deste despacho, Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), considerou, ao Sul Informação, que a medida do alojamento gratuito não passava de «marketing político».

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