Carência nas maternidades pode voltar a levar grávidas para Évora

Ministra espera ter situação resolvida até ao final do mês

Foto: Pedro Lemos | Sul Informação

A situação é «indesejável» mas, caso haja uma situação limite, como a que aconteceu no fim de semana passado, nas incubadoras do Hospital de Faro, poderá haver grávidas a ser transferidas para Évora, a mais de 200 quilómetros do Algarve.

Marta Temido, ministra da Saúde, esteve hoje no Algarve, numa altura em que o estado dos hospitais da região está na ordem do dia.

Em Faro, depois de já ter estado em Portimão, a governante falou aos jornalistas e começou por explicar que a situação do fim de semana (em que uma grávida, de 28 semanas, teve de ser transferida de Portimão para Évora) se deveu «ao facto de as incubadoras estarem cheias e de haver um parto que eventualmente necessitaria desse tipo de cuidados».

Este fim de semana, 13 e 14 de Julho, e o próximo de 20 e 21 vão voltar a ser de «eventuais dificuldades» na Maternidade de Portimão. Não haverá um «encerramento», mas Marta Temido admitiu a possibilidade de haver «dificuldades nas composições das escalas».

 

Foto: Pedro Lemos | Sul Informação

 

«Não teremos apoio de especialista médico de pediatria hoje, amanhã e domingo. Teremos uma nova eventual dificuldade no próximo fim de semana. As senhoras que precisem de cuidados de ginecologia e obstetrícia serão encaminhadas para Faro e as crianças que precisam de urgência de pediatria especializada serão encaminhadas aqui para Faro também», disse a ministra.

Certo é que uma sobrelotação das maternidades do Algarve pode voltar a fazer com que as grávidas sejam transferidas para Évora.

«Poderá haver essa situação, mas temos de encarar também como as respostas que o sistema tem de dar», justificou Marta Temido.

Ainda assim, a governante confessou não estar «tranquila e satisfeita com esta situação».

«Todos estamos a desenvolver os maiores esforços. Temos três prestadores de serviços em Portimão e temos de reforçar essa vertente. É essa a linha de atividade em que estamos a trabalhar», disse.

 

Foto: Fabiana Saboya | Sul Informação

 

Para a ministra, são precisas «respostas de médio e longo prazo e isso prende-se com a necessidade de reorganização do próprio trabalho médico».

E que medidas poderão ser essas? Marta Temido adiantou que o aproveitamento das vagas carenciadas para Medicina Geral e Familiar, que abriram no Algarve e não foram preenchidas, pode ser uma solução. A ideia é abrir essas vagas para as especialidades de pediatria e ginecologia/obstetrícia.

«Uma das coisas em que estivemos a trabalhar esta manhã foi no aproveitamento dessas vagas para efeitos de atribuição do incentivo de carenciado», disse.

Em tempo de férias, o Algarve vai ter, por estes dias, um grande «pico no afluxo» de pessoas, como reconheceu a governante. Para todos haverá «cuidados de saúde à altura». Só que a ministra espera, também, que nem todos os turistas «sejam consumidores de cuidados de saúde»…

A previsão de Marta Temido é que, no final deste mês de Julho, tudo esteja «resolvido». Até lá, «estes fins de semana serão períodos ainda difíceis», concluiu.

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