«Mais de 30 mil visitantes» são sinónimo do sucesso da FACECO 2019

Artesanato e agro-pecuária continuam a ser setores emblemáticos da feira

A edição deste ano da FACECO – Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira deverá ter «mais de 30 mil visitantes». «Só nos primeiros dois dias tivemos 23 mil pessoas e esperamos que, com o dia de hoje, possamos superar os 30 mil», disse José Alberto Guerreiro, presidente da Câmara de Odemira, durante a conferência de imprensa de balanço do certame que hoje termina em São Teotónio.

O autarca odemirense salientou os investimentos que foram feitos no recinto e nos pavilhões, às vezes de simples organização, mas que permitiu «descongestionar» e «dar mais espaço».

Outra aposta foi em «melhorar a acessibilidade», «para que todos os visitantes tenham acesso. Não é fácil, com as características orográficas do recinto, conseguir uma feira para todos. Esta tem sido uma das nossas lutas», sublinhou José Alberto Guerreiro.

«Ainda temos de melhorar um bocadinho alguns acessos à zona do gado, mas continuaremos a apostar nessa qualificação», disse.

Novidade este ano foi o setor da caça, que teve direito a pavilhão próprio. Uma presença que tem a ver com «a forte expressão do setor da caça em Odemira», que tem «mais de uma centena de associações de caçadores».

Nesta edição de 2019, foi ainda feito um esforço para garantir a «diversidade dos expositores». «Apostámos na alteração do modelo. Por exemplo, não tivemos este ano a presença do setor social na feira, ou melhor, tivemos, mas de forma diferente», nomeadamente através da entrega de 10 viaturas a IPSS de Odemira e do vizinho concelho de Aljezur.

 

O edil odemirense afirmou o objetivo de «trabalhar para ter representação da pequena pesca e também do setor do turismo», mas admitiu que isso é «muito difícil», já que a FACECO tem lugar precisamente no pico alto de ambas as atividades.

«Não deve ser a Câmara a fazer a exposição das atividades, mas sim os seus atores. Estando cá, conseguem estabelecer contactos e trocar experiências».

Uma das marcas do certame é a sua aposta no artesanato de qualidade – tradicional ou mais inovador – que se faz no concelho. Ao nível da animação, além dos nomes nacionais, há também um forte investimento «na nossa expressão cultural».

José Alberto Guerreiro falou ainda do forte setor agro-pecuário da FACECO, que acolhe mesmo  vários concursos: o Nacional da Raça Limousine, o Regional da Cabra Charnequeira, o também Regional da Raça Holstein Frísia, e ainda o do Mel.

«Esta não é apenas uma feira de exposição, mas de negócio», disse o autarca, dando o exemplo do leilão de gado limousine, que decorre esta tarde e que há-de levar alguns dos animais criados no concelho ou na região do Alentejo Litoral para Espanha ou para os Açores.

«A FACECO tem um setor primário que é a alma da feira e disso não abdicaremos», concluiu o presidente da Câmara de Odemira.

Hoje, a programação da feira termina com um concerto de Manel Cruz,às 21h00. Mas, até lá haverá ainda muita animação, muito para ver, provar e comprar.

 

 

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