Já são 250 os médicos formados pela Universidade do Algarve

39% dos médicos formados até agora pela UAlg ficaram na região

Foto: Hugo Rodrigues|Sul Informação

A Universidade do Algarve já formou perto de 250 médicos, desde a abertura do Mestrado Integrado em Medicina (MIM), há 10 anos. Os 44 médicos  que concluíram a sexta edição deste curso, decorrida entre 2014 e 2018, receberam os  diplomas este sábado, no Teatro Municipal de Portimão, numa cerimónia em que não faltaram boas notícias.

Isabel Palmeirim, diretora do MIM da UAlg, aproveitou a ocasião para anunciar que os alunos do curso tiveram «um resultado estrondoso» num exame internacional, ao qual a universidade se submete voluntariamente.

O exame em causa foi realizado pelo European Board of Medical Assessment (EBMA) a alunos de medicina de diversas universidades europeias.

«O que eles nos disseram foi que, em qualquer dos anos, a média dos nossos alunos foi superior à de qualquer das outras universidades que eles avaliaram», revelou ao Sul Informação Isabel Palmeirim, à margem da sessão.

«Os nossos alunos submeteram-se pela primeira vez a este exame na segunda-feira [o MIM mudou este ano de plataforma de testes de progresso]. Na prática, nós formamos a partir do 3º ano de Medicina, uma vez que se trata de um mestrado, para o qual os alunos já entram, pelo menos, com uma licenciatura», segundo a diretora do MIM da UAlg.

O que o EBMA fez foi comparar os resultados do primeiro ano do curso da UAlg com o 3º de outros cursos e assim sucessivamente, até ao sexto ano [4º do MIM].

«Sei que entre as instituições que eles avaliam se conta, desde logo, a Universidade de Maastricht, na Holanda, que é um centro de educação médica brutal, mas também instituições de Helsínquia, na Finlândia, do Reino Unido, da Irlanda e da Arábia Saudita, entre outras», disse Isabel Palmeirim.

Isabel Palmeirim

Os alunos do MIM da UAlg também se «saíram muito bem» no exigente exame Harrison,  de acesso à especialidade médica. «Tiveram uma média de 74% o que, na nossa opinião, é muito bom».

Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve, mostrou-se satisfeito com estes resultados, em declarações ao Sul Informação.

«Estas coisas só se conseguem com trabalho. O curso tem trabalhado muito bem, tem vindo a afirmar-se e os nossos diplomados  têm conseguido excelentes resultados, seja nos exames de acesso à especialidade, seja em avaliações a que o curso se submete de forma voluntária», considerou o responsável máximo pela UAlg.

Paulo Águas frisou, ainda, o número de médicos diplomados na instituição. «Vamos no sexto grupo de médicos formados na Universidade do Algarve. São já quase 250 formados e temos dentro de casa mais quatro grupos a trabalhar».

Entre eles, conta-se a nova fornada de diplomados em medicina pela UAlg, aos quais se juntaram as famílias e amigos na cerimónia deste sábado, em Portimão.

Uma oportunidade para os médicos recém-formados recordarem a sua passagem pelo MIM da UAlg, pela voz de Rui Gonçalves, um dos diplomados, que falou numa caminhada difícil e repleta de sacrifícios, mas também no orgulho em ter frequentado este curso.

«A fibra dos alunos do MIM da UAlg é feita de uma matéria que vence concursos nacionais e internacionais», disse o ex-aluno da UAlg.

É que, entre os 44 novos médicos, «estão os vencedores do Campeonato Europeu de Simulação Médica», salientou Isabel Palmeirim.

Dos médicos até hoje formados na UAlg, mais de um terço ficou  no Algarve. «Mais de 50 por cento dos nossos alunos fica cá a fazer o ano comum. Mas esse é um ano entre a universidade e a especialidade. Depois disso, só cerca de 39% dos que acabam o MIM é que ficam a fazer a especialidade no Algarve. Até porque isso implica que esta exista na região e que haja vaga, o que não está nas mãos deles», explicou a diretora do MIM da UAlg.

Já Paulo Águas considerou este  «número é interessante», embora saliente que «esta é uma daquelas questões do copo meio cheio ou meio vazio. Não ficam mais porque o que estava previsto quando se decidiu avançar com este curso era que também se criasse o Hospital Central».

Na visão do reitor da UAlg, a construção desta nova unidade de saúde «iria possibilitar que mais médicos se fixassem na região, não só dos que são aqui formados, mas também vindos de outras regiões». Aliás, lembrou, «em 2006, o pacote era curso de medicina e Hospital Central», infraestrutura que, ainda assim, o reitor acredita que «acabará por ser uma realidade».

A cerimónia de entrega dos diplomas aos médicos do 6º curso do MIM também contou com a presença de Alexandre Lourenço, presidente da secção regional do Sul da Ordem dos Médicos, e da presidente da Câmara de Portimão Isilda Gomes.

«Não fico preocupado por ficarem na região apenas 40% dos alunos formados pela UAlg. É importante que haja alunos daqui a ir fazer a especialização para outras regiões e que venham outros internos de fora», considerou o membro da Ordem dos Médicos.

Para Isilda Gomes, «se calhar era bom é que ficassem já estes 44 jovens médicos», bem como os outros aqui formados. «Disseram-me que não ficam todos e eu não percebo porquê. É tão bom viver no Algarve», considerou a edil portimonense.

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