Palacete Guerreirinho e Escola de Saúde ajudam a resolver falta de quartos para alunos em Faro

Universidade do Algarve considera que edifício onde funcionava a Escola Superior de Saúde é «ótimo» para ser transformado em residência

O edifício onde funcionava a Escola Superior de Saúde e o Palácio da Família Guerreiro (Palacete Guerreirinho) podem vir a transformar-se em residências universitárias, segundo o plano de intervenção para a requalificação e construção de residências de estudantes, que foi publicado ontem, terça-feira, 26 de Fevereiro, em Diário da República. A Universidade do Algarve (UAlg) vê a medida com bons olhos e diz que os edifícios podem ajudar a construir uma «solução sólida» para a falta de alojamento para estudantes em Faro.

Em relação ao edifício onde funcionava a Escola Superior de Saúde, a Universidade do Algarve já tinha avançado que estava a estudar a sua reconversão para acolher alunos, pelo que a inclusão do edifício neste plano, pelo Governo, vai ao encontro das pretensões da academia algarvia.

Já o Palácio da Família Guerreiro, que funcionou como messe de oficiais do exército, também está incluído no Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado e pode transformar-se agora numa residência para estudantes. No entanto, ao que o Sul Informação apurou, já há quem comece a contestar a utilização, para esse fim, do belo edifício construído em 1936 por encomenda de Francisco Guerreiro Pereira Júnior.

Edifício onde funcionava a Escola Superior de Saúde

Fonte oficial da UAlg, contactada pelo Sul Informação, disse que o reitor Paulo Águas «felicita a decisão que ajuda a construir um caminho sólido para resolver o problema da falta de alojamento» para alunos.

Além disso, a academia algarvia considera «importante o passo dado pelo Governo» e que «a construção de uma residência é um boa solução para dar destino às antigas instalações da Escola Superior de Saúde» que é um «espaço ótimo» para este fim.

No entanto, a UAlg remete, para depois, mais esclarecimentos sobre quando poderão começar as obras.

Apesar de o decreto-lei publicado não mencionar o número de camas que será disponibilizado em Faro, a Antena 1 avançou que serão 200.

De acordo com o decreto-lei, os dois edifícios, que foram incluídos no Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE), fazem parte de «um conjunto de imóveis da Administração direta e indireta do Estado que se encontram atualmente degradados e sem uso, e que, pela sua localização e características, apresentam grande potencial para a satisfação, a curto prazo, de carências de habitação acessível nos centros urbanos».

Nos próximos 60 dias, «a sociedade gestora do FNRE comunica os resultados de avaliação de cada imóvel e as conclusões da análise da sua aptidão para integração no FNRE à entidade gestora do património imobiliário e às instituições de ensino superior com sede ou unidades orgânicas no concelho onde o imóvel se localiza».

Além da integração de imóveis no FNRE, para serem reconvertidos, o plano de intervenção ajuda a financiar a criação de alojamentos para estudantes através da requalificação de residências, criação de novas e através da disponibilização de alojamento temporário quando necessário, sendo que as universidades o podem fazer em colaboração com outras entidades, públicas ou privadas.

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