PCP: Demolições no Farol e Hangares abrem porta aos «grandes interesses privados»

Comunistas dizem estar diz solidários com quem quer «mais investimento» e não demolições nas ilhas-barreira

As demolições de habitações nos núcleos do Farol e dos Hangares, da Ilha da Culatra, em Faro, são uma forma de entregar um «valioso património natural aos grandes interesses privados», acusa o PCP.

Em comunicado, os comunistas contestam as demolições ocorridas esta quarta-feira e quinta-feira, 7 e 8 de Novembro, no Farol e Hangares. 

«São já cerca de 60 as casas que o atual Governo demoliu nas ilhas-barreira da Ria Formosa, dando continuidade a um processo iniciado pelo anterior Governo PSD/CDS», diz o PCP. Tudo feito «a pretexto da proteção dos valores naturais e de uma suposta renaturalização das ilhas-barreiras», acusam os comunistas.

«Para atingir este objetivo não hesitam em sacrificar os direitos daqueles que trabalham e vivem nas ilhas-barreira e daqueles que as usam como espaço de fruição», denuncia o PCP.

«Para travar a legítima luta das comunidades locais, o PS, tal como antes haviam feito PSD e CDS, tem apostado numa estratégia de dividir para melhor demolir. Divisão entre quem vive num núcleo habitacional e noutro; divisão entre pescadores/mariscadores e demais utilizadores das ilhas-barreiras; divisão entre casas de primeira habitação e outras casas; divisão entre quem tem as suas habitações perto da linha de água e quem as tem um pouco mais longe».

A somar a esta estratégia de divisão, o PS, por intermédio de deputados, autarcas e dirigentes locais, não tem, segundo o PCP, «hesitado em recorrer ao logro, espalhando pelas ilhas-barreira a falsa ideia de que estas serão mesmo as últimas demolições e que, um futuro próximo, se irá proceder à legalização de todas as outras habitações».

Só que, segundo PCP, a seguir a estas vão seguir-se «novas demolições» até que PS, PSD e CDS atinjam «o seu objetivo de expulsar as comunidades locais das ilhas-barreiras da Ria Formosa».

Neste comunicado, o PCP diz reafirmar «o seu compromisso e solidariedade com a luta de todos aqueles que, em vez das demolições e da entrega daquele valioso património às mãos dos grupos económicos, querem mais investimento nas ilhas, apoios à produção e valorização dos que vivem e trabalham na Ria Formosa».

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