Casas típicas do Algarve e do Alentejo inspiram coleção de selos

As casas do Algarve e do Alentejo inspiraram os selos da mais recente emissão filatélica dos CTT – Correios de […]

As casas do Algarve e do Alentejo inspiraram os selos da mais recente emissão filatélica dos CTT – Correios de Portugal, lançada esta segunda-feira, dia 9 de Julho. Os dois selos já disponíveis, um por região, pretendem «celebrar as casas tradicionais do Mediterrâneo, nomeadamente as existentes na região Sul de Portugal».

Cada um dos selos terá uma tiragem de 125 mil exemplares. «O selo da casa típica do Alentejo apresenta um valor facial de 0,53 euros, enquanto o do casa típica algarvia tem um valor facial de 0,86 euros. O design é de Luís Taklim/Anyforms Design», revelaram os CTT.

«No Algarve, extremo sudoeste europeu, com clima temperado, podem-se distinguir três zonas geográfica distintas: Litoral, Barrocal e Serra. Uma diversidade que se reflete na arquitetura, não só nos materiais e técnicas, mas também na sua forma, que incorporou, ao longo dos séculos, as influências dos moradores e visitantes da região», enquadra a empresa.

Os CTT chama a atenção para os «detalhes decorativos» que fazem as casas algarvias destacar-se, bem como os diferentes tipos de cobertura, que pode ser «mista com telhado de uma ou duas águas e açoteia (como é frequente no Barrocal), só de açoteia (Olhão) ou com telhados de quatro águas (Tavira)».

«As chaminés rendilhadas, as platibandas com desenhos geométricos, as cores fortes a emoldurar portas e janelas e os mirantes são algumas das marcas que definem a arquitetura algarvia», acrescenta.

Já no Alentejo,  o facto desta ser uma região com vastas planícies, onde os recursos naturais são abundantes, permitiu que, «ao longo dos séculos, os povos que aí viviam fossem construindo as suas casas com as matérias primas que tinham à disposição».

«Na zona de Évora o granito, em Portalegre, Elvas, Arronches e Assumar o xisto, em Beja o barro, em Estremoz, Borba e Vila Viçosa o calcário e mármore. As construções sempre se integraram na paisagem de forma natural, tendo soluções adaptadas ao clima», resumem os CTT.

Nesta região, há dois tipos de arquitetura dominantes, «a erudita, patente nos solares das grandes herdades, e a popular, que é considerada a mais típica e mais conhecida».

«Tratam-se normalmente de construções de apenas um piso, de planta simples e retangular, de paredes maciças pintadas de cal branca e rodapés coloridos, normalmente de ocre ou de azul. Tradicionalmente construídas em taipa, solução ideal para conservar o calor no inverno e a frescura no verão, têm normalmente uma enorme chaminé de influência árabe», concluiu a empresa.

As obliterações de primeiro dia forma feitas nas lojas Restauradores em Lisboa, Munícipio no Porto, Zarco  no Funchal, Antero de Quental  em Ponta Delgada, CTT em Beja e CTT em Faro.

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