Morreu o anarquista e editor algarvio Júlio Carrapato

Júlio Carrapato, anarquista algarvio, tradutor, livreiro, editor, professor universitário morreu esta terça-feira, dia 22, em Faro, sua cidade natal. O […]

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Júlio Carrapato, de pé, à direita, a falar no lançamento de um livro – foto do jornal Algarve Press

Júlio Carrapato, anarquista algarvio, tradutor, livreiro, editor, professor universitário morreu esta terça-feira, dia 22, em Faro, sua cidade natal.

O funeral está marcado para amanhã, sexta-feira, dia 24, às 14h00, no cemitério de Faro, onde ficará sepultado ao lado do seu pai, Júlio de Almeida Carrapato, que foi governador civil do Algarve de 1975 a 1980, logo no pós 25 de Abril.

Júlio Carrapato tinha sido operado há dois anos a um cancro do pulmão.

O blogue «Colectivo Libertário Évora» recorda que Júlio Carrapato era «sobretudo um homem que gostava da vida e da liberdade».

Júlio Carrapato esteve ligado ao grupo “Acção Directa”, nutrindo especiais relações de proximidade com elementos deste grupo forjadas em Paris, onde vários dos seus elementos estiveram refratários à guerra colonial; pertenceu depois ao grupo “Apoio Mútuo”, de Évora, onde foi professor nos primeiros tempos da Universidade; criou mais tarde o jornal “O Meridional” (a partir de Abril de 1978), um dos ícones da imprensa libertária pós 25 de Abril.

Regressando a Faro, abriu a livraria e as edições Sotavento. Mais tarde, viria a abrir a editora «Algarve em Foco», que lançou muitos livros sobre as terras algarvias ou escritos por autores da região.

O mesmo blogue diz que Júlio Carrapato traduziu diversos clássicos da literatura anarquista: “O Povo em Armas”, de Abel Paz; “O Ladrão”, de George Darien, entre outros.

Também escreveu «um conjunto vasto de livros» em que se destacam: “Resposta de Um Anarquista aos Últimos Moicanos do Marxismo e do Leninismo, assim como aos inúmeros “Pintaínhos da Democracia”, “Novas Crónicas Bem Dispostas”, “Os Descobrimentos Portugueses e Espanhóis ou a Outra Versão de uma História Mal Contada”, “Para uma Crítica Libertária do Direito seguido de A Lei e a Autoridade”, “Subsídios para a Reposição da Verdade sobre a Guerra Civil de Espanha”.

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