AMAL expõe ao Governo «atentado» de taxas a cobrar no Aeroporto

O presidente da AMAL-Comunidade Intermunicipal do Algarve Jorge Botelho disse que vai expor «o atentado de que algumas empresas de […]

O presidente da AMAL-Comunidade Intermunicipal do Algarve Jorge Botelho disse que vai expor «o atentado de que algumas empresas de rent-a-car do Aeroporto de Faro estão a ser alvo e cujo único desfecho possível será o encerramento das próprias empresas», numa reunião «com caráter de urgência», que solicitou ao secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações.

Em causa está a medida que a ANA Aeroportos quer implementar já a partir de 1 de abril, que determina que as pequenas empresas rent-a-car passem a pagar uma taxa de 17 euros por cada carro entregue ao cliente no perímetro daquela infraestrutura, cuja previsível entrada em vigor causa «grande preocupação» a Jorge Botelho.

Uma situação que já motivou uma denúncia para a Autoridade da Concorrência por parte do presidente do PSD/Faro e deputado à Assembleia da República Cristóvão Norte, que considera que esta medida configura «um abuso de posição dominante» por parte daquela empresa, recentemente privatizada.

Jorge Botelho esteve reunido com a Associação das Empresas de Rent a Car do Algarve (ARA), cujo presidente revelou ao Sul Informação que não coloca de parte o recurso aos tribunais para parar a medida. Armando Santana acrescentou que a cobrança de 17 euros extra, pelo facto de só ter sido anunciada com um mês de antecedência, irá motivar que as 48 micro, pequenas e média empresas de aluguer de viaturas (as que não têm espaço próprio dentro do Aeroporto) tenham um prejuízo perto de «um milhão de euros», no seu conjunto, com as reservas já aceites e que não contemplam esta taxa.

«Estas empresas, dada a atividade que desenvolvem num dos principais destinos turísticos do país, contribuíram em impostos diretos mais de 7 milhões de euros para o nosso país, em 2012», diz, por seu lado, a direção da AMAL.

«A aplicação destas taxas pela ANA Aeroportos de Portugal, põe em causa a sobrevivência de cerca de 40 empresas e mais de 600 postos de trabalho, numa altura em que o Algarve é a região que apresenta a taxa de desemprego mais elevada do país», acrescentou.

Tendo em conta o papel que a região do Algarve representa no setor turístico a nível nacional, Jorge Botelho considera que este comportamento da ANA «em nada dignifica quem nos visita uma vez que estas taxas, no futuro, se irão refletir, inevitavelmente, nos utilizadores de aluguer de viaturas, facto que irá penalizar o setor do turismo na nossa região».

Uma opinião partilhada tanto por Cristóvão Norte, como por Armando Santana, que consideram que a medida pode afetar a «competitividade da economia regional», porque irá acabar por se refletir no preço do aluguer das viaturas.

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