Ministra da Agricultura apadrinha um sobreiro, árvore símbolo nacional

A recente aprovação no Parlamento do Sobreiro como Árvore Símbolo Nacional é o mote para que o Alentejo, representado pela […]

A recente aprovação no Parlamento do Sobreiro como Árvore Símbolo Nacional é o mote para que o Alentejo, representado pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo, apresente a candidatura do Montado de Sobro a Património da Humanidade em 2013.

Para assinalar este facto, irá ocorrer uma acção de sensibilização dia 6 de Maio, às 10h30, na Herdade das Barradas da Serra, promovido pelo Festival Terras Sem Sombra – Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo – em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e do WWF – World Wide Fund for Nature – uma das organizações independentes de conservação da natureza mais influentes a nível mundial e das duas ONG que promoveram aquela pioneira classificação – as associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza.

A ministra da Agricultura Assunção Cristas e a sua família juntam-se, enquanto voluntários, aos alunos da Eco-Escola das Ameiras e aos demais participantes nesta iniciativa aberta para a realização de actividades como a colocação, em sobreiros, de ninhos construídos com canudos de cortiça virgem; a verificação das caixas-ninho instaladas em 2011 pelo Festival, a exploração da biodiversidade do montado (flora e fauna), sem esquecer os cursos de água da serra de Grândola, e o apadrinhamento de novas árvores.

Tudo isto envolve, ainda, o resgate de uma parcela esquecida do mundo rural, incluindo as profissões associadas à extracção da cortiça e à exploração dos outros recursos do montado, como a pastorícia, a caça, a colheita de cogumelos ou o agro-turismo.

Esta ação pretende alertar para a singularidade e a representatividade do montado de sobro como um dos ecossistemas mais importantes da Europa, tanto em termos ambientais como sócio-económicos, e como habitat-refúgio da biodiversidade lusitana.

O Sobreiro, também denominado “árvore de plena luz”, é uma espécie com mais de 60 milhões de anos, ocupando 737 mil hectares de solo, mais de 21% da área de floresta em Portugal. Com uma esperança média de vida de 300 anos, é responsável por 3% das exportações nacionais e produz 806 milhões de euros de cortiça, tornando Portugal líder mundial, com cerca de metade da produção global do setor corticeiro (dados INE 2011).

Preservar o montado representa uma importante responsabilidade para o Alentejo, dimensão que o Terras Sem Sombra tem vindo a valorizar, como expressa José António Falcão, diretor-geral do Festival, lembrando as palavras do deputado Miguel Freitas: “A partir de agora, sempre que se abaterem sobreiros, não se abate apenas uma espécie protegida, abate-se um símbolo da nação.

Paolo Pinamonti, diretor artístico do FTSS, e a violoncelista Irene Lima, que apadrinharam os ninhos colocados em 2011, marcarão presença nesta atividade que promete dar um forte contributo à defesa da biodiversidade alentejana.

Passam, assim, os testemunhos aos seus “sucessores” na causa da conservação dos recursos naturais, o maestro Paolo da Col e os cantores do Ensemble Odhecaton, um dos mais famosos e mais premiados agrupamentos de música vocal da Europa.

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