A seca continua, mas Águas do Algarve reafirmam que não faltará água até final do ano

O Verão já acabou há muito, o Outono passou e chegou o Inverno. Já a chuva tarda a aparecer. A […]

Barragem de Odelouca

O Verão já acabou há muito, o Outono passou e chegou o Inverno. Já a chuva tarda a aparecer. A seca que está a assolar o país não tem fim à vista, mas o abastecimento de água «de forma contínua, com qualidade e quantidade» na região algarvia está garantido «durante o corrente ano», assegurou a empresa Águas do Algarve.

A entidade responsável pela gestão do sistema multimunicipal de abastecimento de água do Algarve revelou esta sexta-feira a informação relativa às disponibilidades hídricas na região «à data de hoje», para tranquilizar a população, mas também para reforçar que há que poupar «este líquido tão precioso».

«Felizmente, as reservas de água para abastecimento público na região do Algarve permitem-nos assegurar o abastecimento às populações, quer residentes quer as flutuantes, durante o corrente ano», assegurou a Águas do Algarve.

Ainda assim, a água disponível nas albufeiras das três barragens – Odelouca, Odeleite e Beliche – que fornecem o sistema multimunicipal de abastecimento tem vindo a baixar gradualmente desde há meses.

A situação mais preocupante vive-se no Barlavento Algarvio, onde a Barragem de Odelouca, a maior da região, está com um volume útil de apenas 17,52 por cento. Em Novembro de 2017, como o Sul Informação revelou na altura, a carga útil desta albufeira fixava-se nos 23,59% – um ano antes estava nos 29,49%.

No Sotavento Algarvio, os níveis das barragens ai existentes são bem mais elevados, graças à muita chuva que caiu nesta zona do Algarve no início de 2017. Aliás, a Bacia Hidrográfica do Guadiana, onde se inserem estas duas barragens, é a segunda com maior percentagem de volume armazenado do país, apenas atrás da bacia do Mondego.

Em Odeleite, a carga útil está nos 56,71%, enquanto na Barragem do Beliche se fixa nos 50,79%. Em Novembro, o volume de armazenamento útil destas duas barragens estava, respetivamente, nos 64,18%  e nos 57,46%.

É nestes valores de água armazenada que a Águas do Algarve se baseia para assegurar que a água não vai faltar nem ser racionada até final do ano. Essa certeza deve-se ao facto da gestão ser «efetuada logo nas origens», o que a torna «muito assertiva e eficiente, permitindo-nos um controlo equilibrado e eficiente deste recurso, com técnicos especializados e dedicados em permanência a esta questão».

Barragem de Odeleite

«Com a disponibilização desta informação, queremos, por um lado, descansar a população residente e turística para a disponibilidade que existe, quer em quantidade, quer em qualidade, e, por outro, relembrar que se trata de uma situação para a qual não devemos dar azo ao desperdício e ao consumo exacerbado deste líquido tão precioso, sendo fundamental fazer um uso consciente do mesmo, para que o possamos continuar a ter a correr nas nossas torneiras».

Afinal, este tem sido um Inverno muito seco, como já havia sido o Outono e o Verão. Em Dezembro, a água que caiu do céu esteve longe de ser suficiente para aliviar a seca que está a afetar o país, que se continua a extremar. Janeiro foi um mês não apenas seco – choveu menos 65% do que é habitual, em Portugal -, mas também quente, com temperaturas médias acima do que é normal, nesta altura do ano.

Em Fevereiro, chegou o frio, mas não trouxe consigo chuva em abundância. No Algarve, depois dos aguaceiros que caíram em vários pontos da região ao longo do dia de hoje, a previsão para os próximos dias é de diminuição gradual da nebulosidade e aumento das temperaturas.

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