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Delegação Regional da Ordem dos Economistas quer dar voz ao Algarve «a nível nacional e internacional»

A Delegação Regional da Ordem dos Economistas (OE) quer ajudar, cada vez mais, a pensar o Algarve e quer tornar-se a voz da região «a nível nacional e internacional». Este é o grande objetivo assumido por Luís Serra Coelho, o novo presidente desta estrutura, que tomou posse esta quinta-feira, dia 11 de Janeiro.

Luís Coelho sucede a Pedro Pimpão, que é atualmente o vice-presidente da Câmara de Loulé e esteve à frente da delegação da OE no Algarve desde a sua fundação, em 2015. O presidente é novo, mas está ligado há muito a este projeto, já que pertenceu ao grupo que dinamizou a criação da Direção Regional.

Talvez por isso, tem uma ideia bem definida de quais devem ser as prioridades desta estrutura. «O Algarve precisa de ter voz. Muitas vezes é apontado que o Algarve não tem força, não tem capacidade de chegar a quem decide e não se faz ouvir», enquadrou Luís Coelho.

«Nós sentimos, em função das pessoas que pertencem ao nosso grupo, da experiência acumulada e das ligações que estas têm, que faz sentido que a Ordem tenha algo a dizer na afirmação do Algarve a nível nacional e internacional. Sinto que, dentro de poucos anos, teremos uma OE com opinião e que poderá aprofundar o contributo que dá à região. Queremos ser a voz do Algarve», assegurou.

Esta é uma meta «pessoal» de Luís Coelho, que sente que «o Algarve tem muito pouco poder na esfera nacional e que tudo o que se possa fazer para afirmar esta região espetacular, deve ser feito».

O novo presidente da estrutura do OE elencou, ainda, outros três grandes objetivos para o mandato de quatro anos que hoje começou. Um deles «é aproximar a Ordem da sociedade civil, algo que é fundamental. Temos de ter capacidade de fazer coisas com as empresas e com as associações, algo que também passa pela aproximação à comunicação social».

Uma maior ligação à Universidade do Algarve é outro dos objetivos traçados. «Desde logo, por uma questão de sobrevivência: sem conseguirmos captar novos membros, a prazo, vamos desaparecer. Mas também a pensar nos estudantes. Se a Ordem estiver bem organizada e tiver um projeto ganhador, todos os que se formam na órbita da economia e da gestão podem encontrar aqui uma plataforma de conforto, mas  também uma forma mais fácil de aceder ao mercado de trabalho e a algum coaching», considerou Luís Coelho.

«Também queremos trazer os economistas para dentro da Ordem. Sentimos que temos algum trajeto a fazer, nesse campo, porque lançamos iniciativas e nem sempre temos o feedback que gostaríamos, em termos de presenças», acrescentou.

A cerimónia de tomada de posse contou, ainda com a presença de Rui Leão Martinho, Bastonário da OE, que deixou um desafio à nova direção da delegação regional. «Seria importante que o Algarve tivesse pelo menos um evento anual que o identifique» e coloque no mapa, considerou.

A nova direção tem um novo presidente, mas conta com muitos elementos da equipa cessante, nomeadamente Carlos Manso, Cláudio Lima, Pedro Alves  e Tiago Toregão. Na Assembleia Regional, João Calçada Correia é o novo presidente, mantendo-se Francisco Severino e Maria José da Encarnação.

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