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António Costa recebeu em mão queixas dos enfermeiros algarvios e «vai ver» o que irá fazer

O delegado regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses até teve direito «a uma audiência privada» e à oportunidade de entregar a António Costa, em mão, um documento onde resume as suas propostas para resolver os problemas do Serviço Nacional de Saúde na região, mas não conseguiu “sacar” nenhum compromisso ao primeiro-ministro, que esteve esta sexta-feira em Faro.

«A única resposta que obtivemos foi: “vamos ver”. O primeiro-ministro não assumiu nenhum compromisso», revelou Nuno Manjua, logo após a conversa privada que manteve com António Costa, um encontro rápido, longe dos olhares dos jornalistas, momentos antes do governante sair em passo de corrida da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, sem prestar declarações.

O SEP aproveitou a presença do chefe do Governo na reunião do Conselho Regional do Algarve, para o abordar e manifestar as suas preocupações.

Numa altura em que a situação na urgência de Faro tem estado na ordem do dia, devido a uma denúncia sobre o caos que ali se vive, feita por enfermeiros deste serviço do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve,  o sindicato que representa esta classe profissional não se focou só nesta situação.

«No documento que foi entregue, não se fala apenas nas urgências, mas também no Centro Hospitalar e Universitário do Algarve e das suas necessidades e do que faz falta nos cuidados de saúde primários, nos cuidados continuados e nos paliativos, explicou Nuno Manjua.

Ainda assim, não deixa de ser focada a situação do serviço de urgência, que o próprio SEP diz não estar preparado para o pico do surto da gripe. Esta semana, o sindicato reuniu-se com os enfermeiros de Faro e redigiu um documento onde identifica problemas e aponta soluções.

«Mas há um ano, os enfermeiros da urgência de Portimão também deixaram um manifesto com preocupações muito semelhantes e um conjunto de propostas de solução. Esse documento foi enviado a várias entidades oficiais e, até hoje, não obtivemos nenhuma resposta», recordou o delegado regional do SEP.

Nuno Manjua/Imagem de Arquivo

Desta vez, Nuno Manjua espera que o mesmo não aconteça. «Exigimos uma resposta a este documento. O que esperamos é uma resposta ao Sindicato dos Enfermeiros Portugueses ou uma reação pública para uma estratégia efetiva para melhorar a saúde no Algarve e de admissão e valorização dos enfermeiros no Algarve», disse.

O sindicalista frisou que «o Algarve é a região do país que tem maior carência de enfermeiros». E não é por falta de candidatos que isso acontece, pois, garantiu, há muitos colegas seus interessados em fixar-se na região. «O que falta é a vontade da parte do Governo em contratá-los», defendeu.

«Durante a campanha, o primeiro-ministro lançou um vídeo sobre os enfermeiros, considerando-os o pilar do Serviço Nacional de Saúde e dizendo que contava com eles para o reforçar. O que nós dizemos agora é que os enfermeiros, para poderem reforçar o SNS, têm de contar com António Costa para lhes fornecer os recursos necessários e valorizar o trabalho de enfermagem em Portugal», concluiu Nuno Manjua.

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