Universidade do Algarve mostra passado e futuro na Assembleia da República

Exposição conta as «histórias da história» da academia algarvia

São “40 anos a criar futuro”, mostrados através de fotografias, vídeos e projetos, tudo de uma forma interativa. A Universidade do Algarve (UAlg) inaugurou, esta quinta-feira, 9 de Maio, uma exposição comemorativa do seu 40º aniversário, patente na «casa onde tudo começou»: a Assembleia da República. 

É lá que a academia algarvia vai mostrar, até 7 de Junho, o que é, ao longo de uma viagem que já tem 40 anos, mas também o que quer ser no futuro.

Por isso, além de imagens do passado, a exposição, que pode ser vista perto da escadaria que dá acesso à sala onde se realizam as sessões plenárias da Assembleia da República, também mostra projetos de futuro, levados a cabo pela Universidade do Algarve.

 

Uma das muitas fotografias da exposição que mostra o passado da UAlg

Através de um mapa interativo, por exemplo, é possível conhecer melhor o projeto que quer tornar a Ilha da Culatra autossustentável.

Na inauguração da mostra, a que o Sul Informação assistiu, na Assembleia da República, Paulo Águas, reitor da UAlg, considerou que «este é o momento de maior significado das comemorações do 40º aniversário da Universidade».

«Através da exposição “Universidade do Algarve – 40 anos a criar futuro”, inaugurada no lugar onde tudo começou, a Casa da Democracia, pretendemos mostrar alguns dos factos mais marcantes ao longo destes 40 anos, sendo dado um destaque particular às atuais linhas de investigação e a sua ligação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que definem as prioridades e aspirações do desenvolvimento sustentável global para 2030», acrescentou.

Para o líder da academia algarvia, o «Algarve tem sido e continuará a ser o nosso laboratório, de ensino e de investigação, a partir do qual damos o nosso contributo para a sociedade e para um mundo que queremos mais sustentável, mais inclusivo, mais próspero, mais justo, mais tolerante».

 

 

Fazendo uma análise do que tem sido o percurso da UAlg, o reitor considerou que a academia algarvia sente «uma enorme comunhão com a região».

«Sentimos um enorme apoio das forças vivas regionais, a que não será alheio o facto de sermos a única instituição de ensino superior público na região, caso único entre as cinco regiões plano de Portugal Continental», considerou.

Por isso, no entender de Paulo Águas, esta exposição «é, também, uma exposição do Algarve» e «não apenas da Universidade».

Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, não faltou à inauguração da mostra, patente na casa do órgão do soberania que lidera. Com um discurso descontraído, fez questão de realçar que a exposição conta «as histórias escritas na história» da Universidade do Algarve.

«Esta é uma instituição diferente de todas as outras na sua génese porque foi a primeira universidade a ser criada por lei do Parlamento. A exposição quer dar a conhecer todo o prestígio nacional e internacional da Universidade do Algarve, nas suas mais diferentes áreas do conhecimento», disse.

Momento serviu para a Universidade do Algarve atribuir, à Assembleia da República, uma Medalha de Mérito

Para o presidente da Assembleia da República, sem a UAlg «não tinha sido possível atingir o nível de desenvolvimento humano, científico e técnico que hoje há no Algarve».

A inauguração da exposição, que foi antecedida de uma pequena visita ao Palácio de São Bento, contou, de resto, com uma grande comitiva de algarvios, desde autarcas, deputados, diretores regionais e professores da UAlg.

A mostra, depois de sair da Assembleia da República, vai percorrer o Algarve, contribuindo para «uma maior aproximação entre a academia e a população algarvia», concluiu, por sua vez, Paulo Águas.

A Universidade do Algarve aproveitou este momento para também atribuir à Assembleia da República uma Medalha de Mérito, entregue a Ferro Rodrigues pelo reitor da UAlg.

 

Fotos: Hélder Santos | Sul Informação

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