Nuno Osório (CDU) quer governar Castro Marim ouvindo a população

Nuno Osório expõe as ideias da candidatura da CDU à Câmara de Castro Marim

«Ouvir, ouvir, ouvir» para poder definir as prioridades para o concelho em sintonia com a população e as forças vivas de Castro Marim. Esta é a ideia-chave da candidatura da CDU à Câmara castro-marinense nas Eleições Intercalares que se vão disputar no domingo.

A lista apresentada pelos comunistas é encabeçada por Nuno Osório, que falou com o Sul Informação e explicou quais são os pontos fortes do programa que propõe.

«A nossa é uma candidatura de denúncia, que faz falta a Castro Marim, com responsabilidade, honestidade e competência. É, também, uma candidatura que está disponível para ouvir as populações, os trabalhadores, as empresas e para a defesa dos serviços públicos de qualidade no concelho, porque, sem eles, não há desenvolvimento nem fixação das populações e dos jovens», disse Nuno Osório.

Esta é a grande bandeira da CDU, na campanha que termina hoje, mas não é a única. Os comunistas também prometem fazer «pequenas propostas de desenvolvimento, ao invés dos grandes milhões que, por vezes, há para gastar sem mais nem menos, em que não se pede responsabilidades do gasto de dinheiro público».

«Estamos a falar de propostas como a limpeza do concelho ou de criar estruturas a pensar nas pessoas com mobilidade reduzida. Também é necessário criar ligações, nomeadamente entre os transportes existentes em Castro Marim e os comboios, uma coisa tão simples e que nunca funcionou», precisou o candidato da CDU.

A ideia é não só melhorar o acesso à sede de concelho, mas também às praias. «Temos o caso do apeadeiro de São Bartolomeu. Quem quiser ir de lá até à Praia de Altura ou vai a pé, ou fica à espera de milagres (risos). E isto é um problema com muitos anos», exemplificou.

Também muitos anos têm «os vícios e conivências antigas» que Nuno Osório diz que existem na Câmara e com os quais «Castro Marim precisa romper».

«Porque, se formos a ver, há uma força política, o PSD, que está aqui no poder há 22 anos. Entretanto, com esta nova coligação encapotada com o nome Mais Humano, mas cuja estrutura é PSD/CDS-PP, muitos dos eleitos continuam de anos anteriores. Daí dizermos que há uma continuidade de vícios e de egos», defendeu o candidato da CDU à autarquia castro-marinense.

Por outro lado, «o concelho precisa de sangue novo, de ideias novas e de gente que afirme e defenda o concelho a nível nacional, nomeadamente no que toca ao direito à mobilidade e à requalificação da EN125».

 

EN125 na zona da Praia Verde

 

O diálogo e o envolvimento de todos são o caminho da CDU para atingir este objetivo.

«A primeira coisa a fazer é dar a conhecer as nossas propostas aos trabalhadores e às populações, pois muitos poderão não as conhecer. A ideia seria ouvir os técnicos, os trabalhadores e as populações, para os envolver e perceber quais são as primeiras necessidades do concelho», disse Nuno Osório.

E dá um exemplo. «Aqui, mesmo à frente dos Paços do Concelho, há uma fonte que há vários meses, se calhar um ano, tem água a correr sem que ninguém lhe ligue.

Quanto à obra física, a prioridade será a conclusão das obras de construção da rede de água e saneamento básico, uma medida que é «fundamental».

«Também defendemos a restruturação do mercado de Castro Marim, mas sempre escutando a Junta de Freguesia, os feirantes, a população e as empresas que estão mais próximas da zona onde o mercado se realiza atualmente», avançou.

A ideia é «transferir o mercado, sem grandes gastos, para a rua circundante, nas traseiras da rua 26 de Janeiro com a rua Vaz Mouro». Isto traria, na visão de Nuno Osório, «uma nova dinâmica para esse comércio, que não tem quase vida. São cafés e uma loja de ferragens que estão localizadas nessas ruas».

Neste projeto da CDU também cabe a Casa da Música, que «poderia abrir ao público, com desenvolvimento de ateliers e com espetáculos nas manhã de mercado», e os balneários, que poderiam
«dar apoio ao próprio mercado», caso fossem alvo de «uma pequena reparação».

«Ao nível da governação, defendemos a total liberdade dos trabalhadores e das populações nas suas opiniões e no seu manifesto de intenções. Depois, é promover a dinâmica e a alegria no trabalho e o envolvimento de trabalhadores, técnicos, populações e empresas para que este concelho possa desenvolver-se», acrescentou.

Nuno Osório fala ainda da necessidade de «cortar ligações partidárias» no relacionamento entre a Câmara e empresas e defende que as decisões tomadas e todos os orçamentos sejam «feitos sem encapotamento e sem interesses pessoais, apenas em prol do concelho».

«O voto na CDU é um voto de confiança, de responsabilidade. As pessoas podem-nos pedir contas e ao vereador que se possa a vir a eleger», assegura o candidato comunista.

Nuno Osório aproveitou para fazer «um grande apelo à juventude e ao combate à abstenção. Muitas vezes os jovens estão desanimados com a política e a forma como esta é exercida. Mas têm sonhos e ideias, que querem transformar, que muitas vezes são bloqueados por obscurantismo, por ideias pré-concebidas. O voto na CDU dar-lhes-á a possibilidade de apresentar as suas ideias para essa transformação e tornar os sonhos realidade».

 

Aproveite para conhecer, também, as propostas dos candidatos Francisco Amaral, da coligação Castro Marim + Humano (PSD/CDS-PP), e Célia Brito, do PS.

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