Francisco Amaral (PSD/CDS) quer «clima de paz» para governar Castro Marim

Francisco Amaral expõe as ideias da candidatura da coligação PSD/CDS-PP à Câmara de Castro Marim

Implementar um clima de paz e o fim «da guerrilha permanente entre o PS e o PSD» e acabar a obra da rede de abastecimento de água e saneamento básico. Estas são as grandes prioridades da candidatura à Câmara de Castro Marim encabeçada por Francisco Amaral, que tentará reconquistar a presidência do município nas Eleições Intercalares deste domingo.

Numa entrevista ao Sul Informação, o presidente de Câmara cessante garantiu que aquilo que considera mais importante «é implementar um clima de paz e de tranquilidade aqui neste concelho. Vive-se em guerrilha permanente há mais de 20 anos, nomeadamente entre o PS e o PSD, e tem sobrado pouco tempo para fazer alguma coisa de útil por esta terra».

E há muitas coisas úteis para fazer por Castro Marim, na visão do candidato do Castro Marim + Humano, uma coligação entre o PSD e o CDS-PP. «Temos de levar água a todos os domicílios deste concelho. É impensável que isso não aconteça. Há ações que têm de ser feitas de uma vez por todas», defendeu Francisco Amaral.

Castro Marim «é a única sede de concelho do país que não aproveitou fundos comunitários para renovar a rede de água e esgotos. Esta infraestrutura tem mais de 50 anos e todos os dias rompe».

«É certo que está a decorrer uma obra que vai levar água a 30 povoações, mas ainda faltam algumas e isso é uma preocupação nossa. Esta também é uma forma de criar condições para que casais jovens se fixem na serra algarvia», defendeu o candidato social-democrata.

É que, lembrou, há «uma centena de povoações dispersas pela serra que convém que tenham Internet, rede de telemóveis e caminhos em condições. Há uma série de ações que há que tomar para haver jovens a fixar-se na serra».

A rede de água e saneamento é a grande prioridade, mas está longe de ser a única obra importante, na visão de Francisco Amaral.

«Castro Marim é talvez o único concelho do país que não tem uma área empresarial, que não tem um parque de autocaravanismo, que não tem um relvado sintético… bom, há uma série de obras fundamentais para que o município se desenvolva como deve ser», defendeu.

«Temos a decorrer, neste momento, a ciclovia de ligação a VRSA. Quero criar uma rede de ciclovias. Iremos fazer também ligações à Praia Verde e à praia de Altura, bem como ao Monte Francisco e à Junqueira. Quero pôr o pessoal a circular, de bicicleta e a pé. Faz todo o sentido, bem como a criação de parques de autocaravanismo aqui em Castro Marim e em Altura e de uma área empresarial», acrescentou o candidato da coligação PSD/CDS-PP.

Até porque existe em Castro Marim «uma reserva natural que não tem sido suficientemente explorada. A ciclovia que liga VRSA já prevê a contemplação daquele parque natural por parte de quem a usar. Aliás, esta era uma ligação que já devia existir há 20 anos. É perigosíssimo andar de bicicleta ou a pé nesta estrada que liga Castro Marim a Vila Real».

 

Imagem de Arquivo

 

Quais destas obras avançarão primeiro depende, em grande medida, das oportunidade de cofinanciamento. «Tenho a felicidade de ter como vice-presidente a dra. Filomena Sintra. Duvido que haja muita gente no Algarve que perceba tanto de fundos comunitários como ela».

«Nós temos uma panóplia de projetos em carteira e vamos tentar financiamento para todos eles. E à medida que houver oportunidade de obter comparticipação, nós avançamos. Temos uma dúzia de projetos interessantíssimos na calha. A prioridade, digamos assim, será definida pela disponibilidade de fundos comunitários», explicou Francisco Amaral.

Ou seja, «há muito para fazer. Mas temos de ter um clima de paz e tranquilidade para fazer obra, não podemos passar o tempo todo a defender-nos».

O candidato e presidente cessante fez questão de lembra o que apelidou de «clima horrível» vivido desde as Eleições Autárquicas de 2017, que foi a justificação dada pelo executivo que liderava para forçar eleições intercalares.

«O que se passou no ano e meio de mandato foi horrível. O povo quando votou, nas Autárquicas de 2017, votou no sentido de querer que eu fosse o presidente de Câmara, mas que me entendesse com a oposição, nomeadamente com o PS», enquadrou.

Francisco Amaral assegurou que tentou criar pontes. «Convidei a vereadora Célia Brito para pertencer ao executivo, tanto mais que os programa eleitorais dos dois partidos eram parecidos, mas ela recusou. Depois convidei o segundo vereador socialista, que também não aceitou».

Francisco Amaral assegura, ainda, que abordou os socialistas no sentido de manter reuniões semanais «para ver os pontos de entendimento que pudesse haver entre PSD e PS», mas que viu o seu pedido recusado. Ao invés, «nasceu uma coligação encapotada com o vereador do CM1, José Estevens, para obstaculizar, dificultar, boicotar e destruir o executivo».

«Infelizmente perdemos muito tempo e energias com a situação que vivemos. Se eu tiver a maioria, como eu espero, vamos, de uma vez por todas, canalizar as atenções para fazer coisas bonitas por esta terra. Este povo merece ter paz e que se realizem obras úteis, está cansado desta guerra», afirmou o candidato da coligação Castro Marim + Humano.

É que, diz, «não há duas verdades. Há a verdade que todos puderam constatar: quem estava ali com uma postura positiva, séria, responsável e a tentar fazer algo e quem estava com uma postura negativa, sempre a boicotar, a destruir e a arranjar desculpas para não se fazer».

«As pessoas estão informadas e estou convencido que vão votar em consciência e que me darão uma vitória clara, com maioria absoluta», concluiu Francisco Amaral.

 
Aproveite para conhecer, também, as propostas dos candidatos Célia Brito, do PS, e Nuno Osório, da CDU.

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