Jornadas do Barlavento apontaram «riqueza da zona» e reclamaram regionalização

As Jornadas do Barlavento decorreram este sábado, 14 de Abril, no Museu de Portimão, e, no decorrer dos trabalhos, foi […]

As Jornadas do Barlavento decorreram este sábado, 14 de Abril, no Museu de Portimão, e, no decorrer dos trabalhos, foi apontada a «riqueza da zona», reclamando-se também uma «urgente regionalização». 

Para garantir no Algarve uma maior criação de riqueza e rentabilidade empresarial, mão de obra em quantidade e qualidade, é «indispensável atacar a sazonalidade», diz a Algfuturo.

Esta foi outra das conclusões das Jornadas “Economia do Barlavento em Debate”. Também se demonstrou a «muita riqueza já produzida no Barlavento com 30 a 40% em diversos indicadores, o enorme potencial e a vitalidade associativa e empresarial» da zona.

Por isso «foi apontado como relevante preparar um Programa de Promoção e Captação de Investimentos para o Barlavento».

Estiveram presentes nesta iniciativa José Apolinário, secretário de Estado das Pescas, Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve, Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, Jorge Botelho, presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve e Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve.

Também marcaram presença autarcas, 25 presidentes de associações, elementos da GNR, PSP e Marinha, altos responsáveis da Administração Central, diretores regionais e do ISMAT e Instituto Piaget, Hélder Carrasqueira, diretor da Escola Superior de Gestão Hoteleira e Turismo (ESGHT), Pedro Ornelas, presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg).

Foi feita uma cerimónia de homenagem à campeã mundial de bodyboard, a algarvia Joana Schenker e também feitas homenagens a Carlos Silva e Sousa, antigo presidente da Câmara de Albufeira, e António Cândido Glória, empresário portimonense.

Para o conjunto do Algarve, estiveram sobre as mesas dos seis painéis com meia centena de oradores e uma plateia de cerca de duas centenas de participantes a sazonalidade, questões ligadas as periferias, a regionalização, exploração de petróleo, fundos comunitários, formação profissional, mão de obra, inovação, saúde e capital.

Analisada a extrema sazonalidade da economia algarvia e o facto de esta ser uma região periférica, foi tirada a conclusão de que «os problemas de décadas nas infraestruturas rodoviárias, ferroviárias e ligações marítimas agravam a atividade empresarial».

«As medidas tomadas para atenuar a sazonalidade no turismo na época baixa têm bons resultados, mas precisam ser complementadas com programas estruturais», diz a Algfuturo.

Por outro lado, foi considerada «de urgência absoluta a descentralização de nível regional (regionalização) no Algarve, com competências próprias, órgãos eleitos e um Conselho Económico-Social».

Na mobilidade rodoviária foi considerado vital abrir a porta em “via verde de livre trânsito” aos residentes no Algarve e Andaluzia «nos movimentos entre regiões, para que os 8,5 milhões de andaluzes sejam visitas e consumidores frequentes».

Na ferrovia, a ligação à Europa pelo sul ibérico tem que avançar e nas ligações marítimas urge «melhorar rapidamente o Porto de Portimão e operacionalizar Faro, para tráfego de lazer e carga».

Nestas jornadas, a exploração de hidrocarbonetos ao largo de Aljezur «mereceu veemente contestação».

Foi recomendado às entidades oficiais que junto de Bruxelas reclamem maior intensidade de apoios e novas políticas, «dado que ao longo de 30 anos de fundos grandes desequilíbrios não foram corrigidos e o Algarve é a região NUT lll do Continente com mais baixo Índice de Desenvolvimento Global».

Foi também referenciado que uma região em que 70% do volume de negócios das empresas é feito por consumidores não residentes, justifica-se a implementação de um Plano de Requalificação Geral.

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