«Ideias em Caixa» ajuda potenciais empreendedores a passar do sonho à ação

Validar aquela ideia de negócio que, por vezes, há muito ocupa a mente (sem sair de lá), amadurecê-la com a […]

Validar aquela ideia de negócio que, por vezes, há muito ocupa a mente (sem sair de lá), amadurecê-la com a ajuda de especialistas e criar uma rede de contactos muito útil, são apenas algumas vantagens que aqueles que concorrem ao concurso «Ideias em Caixa» do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve lhe apontam.

Que o diga Andreia Alves, que viu um potencial inexplorado em sub-produtos da exploração de salinas, concorreu à edição de 2010 do concurso e foi uma das vencedoras. Hoje, é empresária e já tem novas ideias que quer apresentar ao concurso, negócios que vão complementar aquele que já explora, com crescente sucesso.

O período de apresentação de candidaturas para a edição de 2013/14, a 4ª deste concurso, decorre até dia 28 de fevereiro e todos aqueles que pensem ter uma ideia válida e original para criar a sua própria empresa são convidados a participar.

«Este concurso é bom, nem que seja para que coloquemos as coisas no papel», ilustrou Andreia Alves. No seu caso, isso ajudou muito, pois o germe da empresa «Lama e Sal» estava a maturar no seu cérebro há muito, antes de avançar para a exposição da ideia ao CRIA.

«Acima de tudo, acho que este concurso valida a nossa ideia e nos dá a luz ao fundo do túnel. No meu caso, apresentei a ideia, que foi escolhida e eu pensei: Ok, eles acreditaram em mim, por isso vou ter de avançar com isto», contou.

A empresária, cuja ideia mereceu uma Menção Honrosa na 3ª edição do concurso, realizado em 2010/11, e o diretor do CRIA Hugo Barros foram os convidados do programa radiofónico CRIA FM, que o Sul Informação dinamizou em conjunto com a Rádio Universitária do Algarve RUA FM (102.7 FM).

«O nosso objetivo é a consolidação de ideias de negócio, que possam passar por uma fase de amadurecimento, que é natural. Procuramos apoiar nessa fase, para que se integrem no mercado, depois de validar essa integração com todo um manancial de conhecimentos que são necessários, desde o Plano de Negócios, a relação com outros empreendedores e a identificação de fontes de financiamento», entre outros, ilustrou Hugo Barros.

A primeira fase do concurso, aquela para a qual estão atualmente abertas as inscrições, é de acesso muito simples. Basta preencher o formulário de inscrição e fazer uma breve descrição da ideia e enviá-lo para o email ci2013@ulag.pt. Só na segunda fase, para a qual são selecionadas as 30 propostas que o júri considera que têm mais potencial, é que se irá trabalhar estas ideias, com a ajuda do CRIA.

No final desta fase, os participantes no concurso terão de submeter novamente a ideia, mais amadurecida e com uma perspetiva empresarial, para que o júri possa escolher as que considera melhores.

Com a experiência ganha nesta segunda fase do concurso de 2010, Andreia Alves apresentou um projeto junto do Centro de Emprego, que lhe deu «alguma ajuda para montar o negócio». «Isto também serve um pouco para as pessoas pensarem a sério se têm capacidade e se vão levar as coisas até ao fim», disse.

Andreia Alves salientou ainda as «amizades e conhecimentos» que fez no processo. «É muito importante criar esta rede, o mais alargada possível. Muitas vezes isso é mais importante do que as recompensas monetárias», considerou.

Esta é, de resto, a filosofia por detrás do «Ideias em Caixa», no que a prémios diz respeito. Não é dado dinheiro, mas sim apoios variados. A formação básica em gestão, a ajuda na estruturação do negócio, a criação de uma imagem corporativa e website, bem como o “coaching” de empresários já estabelecidos são os prémios a que os primeiros 15 classificados terão direito.

«O Ideias em caixa é algo que já está no nosso ADN e faz parte da nossa atividade normal. Achamos que tem corrido muito bem. Temos crescido de edição para edição, temos tentado otimizar em alguns pontos em que recebemos bom feedback, responder a críticas construtivas sobre o que podemos melhorar e perceber como podemos ser uma mais-valia para as empresas», disse Hugo Barros.

 

 

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