Investigadores da Universidade do Algarve põem manequins de plástico a ouvir ainda melhor

É de plástico, mas ouve muito bem, melhor ainda que os seus antecessores e, provavelmente, que muitos seres humanos. A […]

É de plástico, mas ouve muito bem, melhor ainda que os seus antecessores e, provavelmente, que muitos seres humanos. A Universidade do Algarve (UAlg), através da sua Faculdade de Ciências e Tecnologia, continua a apostar na investigação da Acústica Ambiental, num projeto liderado pelo investigador Eusébio Conceição, e criou uma segunda geração de manequins com sistemas integrados que simulam o ouvido humano.

«Marisa», o nome do manequim de medição acústica de segunda geração agora desenvolvido, apresenta «uma maior capacidade e qualidade na avaliação de estudos acústicos», que os seus antecessores permitindo, assim, analisar mais eficientemente «ambientes interiores (como por exemplo salas de concertos, salas de reuniões e salas de aula) e ambientes exteriores (como espaços de espetáculos ou espaços ruidosos)», revelou num comunicado a universidade do Algarve.

«A primeira geração de manequins tinha sido desenvolvida no âmbito das disciplinas da área de Acústica Ambiental, lecionadas no Mestrado Integrado de Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade do Algarve. Entre outras atividades, já foram utilizados no estudo e na melhoria da inteligibilidade da palavra em salas de aula (em alguns estabelecimentos da região do Algarve), e da propagação do som, produzido pelo homem e por instrumentos musicais», acrescentou a universidade algarvia.

Estes primeiros modelos foram melhorados e resultaram no manequim «Marisa», com construção «mais robusta e eficiente». «Entre outras mais-valias, esta nova geração, com uma capacidade de avaliação mais próxima do corpo humano, apresenta uma maior capacidade estéreo na avaliação, na aquisição/transferência de dados, na portabilidade e na ergonomia humana», explicou.

O desenvolvimento de «Marisa» foi feito no âmbito de um projeto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia. «É constituído por três secções independentes, designadamente a cabeça e o busto, que simulam a presença humana, e a base de apoio, onde está armazenado todo o equipamento de amplificação e aquisição de dados. Já a cabeça integra duas orelhas, equipadas com microfones de alta sensibilidade, instalados nos diferentes pavilhões internos das mesmas», descreveu a UAlg.

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