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Primeira escola pública de música a Sul do Tejo nasce em Loulé já em Setembro

Vítor Aleixo e Alexandra Leitão

Vai-se chamar Conservatório de Música de Loulé, será a primeira escola pública de música a Sul do Tejo e começa a funcionar já em Setembro. O emblemático edifício do Solar da Música Nova albergará este espaço com «condições excecionais» para alunos e professores. 

O protocolo para a criação desta escola pública de ensino especializado apenas de música foi assinado esta sexta-feira, 11 de Maio, entre Vítor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé, e Alexandra Leitão, secretária de Estado Adjunta e da Educação.

Ainda antes do momento protocolar, houve tempo para uma visita às obras que devem estar prontas no final de Julho. No Solar da Música Nova, que foi comprado pela autarquia louletana, vai então nascer o Conservatório, com 11 salas de aulas e um auditório com capacidade para 180 lugares. Em paralelo, a sede da emblemática Sociedade Filarmónica “Artistas de Minerva” será instalada neste espaço.

No primeiro ano de funcionamento, o Conservatório, que servirá alunos do 5º ao 12º ano, estará preparado para receber cerca de 230 estudantes, mas o teto máximo, no futuro, será de perto de 500.

O presidente da Câmara de Loulé não conseguiu esconder a satisfação por este «dia histórico para o Município». «A alegria é enorme. Faltava-nos a jóia da coroa na nossa rica política cultural. Este é um sonho que perseguíamos, mas agora vamos ter o gosto de ver realizado», disse Vítor Aleixo.

De acordo com o edil, o edifício apresenta «condições muito boas para que o ensino da música possa acontecer com excelentes condições quer para professores, quer para os alunos».

E se, por agora, esta escola se vai chamar Conservatório de Música de Loulé, no futuro o nome poderá mudar. É que o objetivo é dar àquele espaço o nome de Francisco Rosado, falecido em 2015, e que foi o grande impulsionador dos Encontros de Música Antiga de Loulé.

Certo é que o Conservatório vai nascer e também Alexandra Leitão se mostrou visivelmente satisfeita com a implementação desta escola pública de música. Como secretária de Estado, referiu, tem passado por «dias bons, outros difíceis e alguns muito bons. Este é sem dúvida desses muito bons».

A governante reconheceu que, «se há área em que a rede pública está aquém, é no ensino público especializado», algo que se comprova com o facto de só haver, em todo o país, nove escolas públicas de música e outras áreas artísticas.

Quanto ao Conservatório de Loulé, referiu, tem «condições excecionais» e um dos objetivos passa por fazer «protocolos com as escolas».

O antigo solar da família Barros e Aragões, situado perto do Arquivo Municipal de Loulé, que vai acolher este Conservatório, passou a ser mais conhecido por Solar da Música Nova a partir do momento em que foi ocupado pela banda filarmónica com o mesmo nome.

 

Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação

 

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