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Exposição de fotografia de Vasco Célio mostra as Tochas Floridas de São Brás

A exposição de fotografia “Tochas”, da autoria de Vasco Célio e tendo como motivo os ramos usados pelos homens na tradicional festa de Páscoa em São Brás de Alportel, é inaugurada no próximo dia 9 de Dezembro, às 18h00, no Museu Municipal de Faro. 

«Dizem (entre outras hipóteses) que, há cerca de dois séculos, os habitantes de São Brás de Alportel, perante a aproximação de uma frota invasora e do perigo do saque, da destruição e da morte, socorreram-se de um ardil: à noite, de tochas acesas nas mãos e outras enfileiradas cravadas no chão, convenceram o inimigo de que eram muitos e preparados, levando-o a cancelar o desembarque e a seguir caminho», conta a Artadentro, promotora da iniciativa.

«Desde então, este evento passou a ser festejado com alegria e exuberância, também com religiosidade, tendo a tocha original sido substituída pela simbólica tocha floral», acrescenta.

O que motivou Vasco Célio a fazer este registo fotográfico foi não só esta «lenda», como o «fervor dos são-brasenses nesta celebração anual», onde os protagonistas masculinos estão com «roupa de domingo, sérios e convictos, de arranjo floral em riste, celebrando a tradição e a vida».

A exposição vai estar patente até 4 de Fevereiro de 2018, podendo ser visitada de terça-feira a sexta-feira, das 10h00 às 18h00, e ao sábado e domingo, das 10h30 às 17h00, encerrando às segundas-feiras e feriados.

Esta mostra vem no âmbito do ciclo de arte contemporânea “Um Certo Ponto de Vista”, que integra o 365Algarve. 

Durante a inauguração, terá lugar uma prova de vinhos produzidos no Algarve, proporcionada pela CVA – Comissão Vitivinícola do Algarve.

Vasco Célio é natural do Lubango, em Angola, donde, recém-nascido, veio com a família para Portugal.

Desde então, reside e trabalha em Loulé, no Algarve, região onde se tem afirmado como fotógrafo profissional e como artista.

Estudou História da Fotografia de Publicidade, Fotojornalismo, e fez pós-graduação em Artes e Programação Cultural no INUAF – Instituto Superior D. Afonso III, em 2007. Posteriormente participa em workshops de vídeo, de fotografia para cinema e, entre 2009 e 2012, frequenta “Mobile Home” (projeto de formação artística desenvolvido por Nuno Faria, em Loulé).

Desde 1996, participa em exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, bem como em projetos de colaboração com outros artistas.

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