Olhão: 430 alunos da João da Rosa serão “guardiões” da costa por um dia

Este é o sexto ano seguido que o agrupamento olhanense adere ao projeto Coastwatch

430 alunos do Agrupamento de Escolas João da Rosa, do 1º, 2º e 3º ciclo, vão participar no projecto Coastwatch e ajudar a monitorizar  e a limpar zonas da costa do concelho nos dias 27 e 28 de Fevereiro.

Em 2020, serão «batidos todos os recordes de participação» de alunos desta escola neste projeto europeu de monitorização da linha de costa, «que envolve a verificação de vários dados, como a presença de resíduos, a erosão, presença de animais mortos, aves marinhas, etc», segundo Filipa Matos, coordenadora para a cidadania do agrupamento olhanense, que organiza a iniciativa em conjunto com Nuno Magalhães, coordenador do projeto Escola Azul da João da Rosa.

O Coastwatch «assenta essencialmente em voluntariado e tem expressão muito significativa em vários países».

Em Olhão, no dia 27, cerca de quatro centenas de crianças e jovens olhanenses também darão o seu contributo.

No que toca ao 1º ciclo, 120 crianças vão monitorizar uma área de 2000 metros de praia, perto da Sede do Parque Natural da Ria Formosa, no dia 27. No dia seguinte, vão estar mais 63 alunos do 1º ciclo a monitorizar 2000 metros de uma área adjacente.

Também no dia 27, 48 alunos do 2º ciclo vão monitorizar 1000 metros na praia dos Cavacos. «Uma das turmas do 2º ciclo estará também a recolher dados para o Cleanatlantic».

«A Ilha da Armona será “invadida” por cerca de 200 alunos do 3º ciclo, a 27 de Fevereiro, e as nove turmas envolvidas vão monitorizar 5000 metros de litoral, na Ria Formosa e na praia», avança Filipa Matos.

Após a monitorização, todos os alunos irão proceder à recolha dos resíduos, com o apoio logístico da Câmara Municipal de Olhão.

Em Portugal, o projeto Coastwatch realiza-se há 30 anos consecutivos e «está a ter cada vez mais impacto e divulgação a nível nacional».

«O Algarve, com o seu enorme potencial, dada a extensão da linha de costa e o clima favorável, era até há pouco tempo uma das regiões onde a participação no projecto era menos significativa, mas essa tendência tem vindo a inverter-se nos últimos seis anos», segundo a coordenadora do projeto.

No caso do Agrupamento João da Rosa, há seis anos que monitoriza a Ilha da Armona, numa extensão de 5 quilómetros.

«Este ano, a nossa escola é uma das oito escolas do país que está também a colaborar com o projecto Cleanatlantic, que pretende sensibilizar os alunos e as comunidades piscatórias para o problema do lixo marinho», acrescentou Filipa Matos.

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