Faróis de Santa Maria e Alfanzina abrem no Verão para atrair turistas

Entrada é gratuita

Foto: Gonçalo Dourado | Sul Informação

Os Faróis de Santa Maria, na ilha da Culatra (Faro), e de Alfanzina, em Lagoa, vão estar abertos ao público, durante os meses de Julho e Agosto, para que os turistas tenham «mais uma oferta».

Este é o terceiro ano consecutivo da iniciativa que nasceu da vontade da Autoridade Marítima Nacional. No primeiro ano, só o Farol de Santa Maria é que esteve aberto a visitas durante o Verão.

Em 2018, dado o sucesso da iniciativa, juntou-se o Farol de Alfanzina à equação. Para este ano, a fórmula repete-se.

Assim, de terça-feira a domingo, das 14h30 às 19h30, ambos os espaços estarão abertos a visitas, de forma gratuita. O protocolo que permite que isto seja possível foi assinado esta segunda-feira, 1 de Julho.

 

Cortes Lopes

 

«Os faróis fazem parte do nosso imaginário e esta torna-se, também, mais uma oferta turística. Tê-los abertos é um chamativo para quem nos visita», disse, ao Sul Informação, Cortes Lopes, comandante da Zona Marítima do Sul e capitão do Porto de Faro.

Para que este projeto exista, é imprescindível o apoio de duas entidades: o Lagoa Académico Clube e a Associação Designers do Sul. São eles que vão colocar os cerca de 30 voluntários nos faróis, cujo trabalho passará, também, por dar explicações aos visitantes.

Custódio Moreno, diretor regional do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), referiu, a este propósito, que «é uma prova» da vitalidade do associativismo algarvio.

Certo é que, desde que esta iniciativa arrancou, os números «já falam por si», como também disse Custódio Moreno.

No Farol de Santa Maria, o acréscimo de visitantes durante os meses de Julho e Agosto foi de 300% (tendo passado de 1739 visitantes nos mesmos meses de 2016 para 5519 e 5763 em 2017 e 2018, respetivamente)

No que diz respeito ao Farol de Alfanzina, o crescimento do número de visitantes foi também bastante significativo, tendo passado de 122 visitantes em 2017 para 1454 no ano de 2018.

 

 

Nesta cerimónia também marcaram presença Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro, e Francisco Martins, presidente da Câmara de Lagoa.

O edil farense fez questão de vincar os «argumentos turísticos e de afirmação da identidade e cultura» desta iniciativa, bem como a importância de envolver voluntários. «Assim aprendem-se valores de responsabilidade e este projeto tem essa mais valia», disse.

Já Francisco Martins aludiu ao facto de a iniciativa ser uma «demonstração de que os sucessos têm a ver com todos juntarem sinergias». Neste caso: as Câmaras de Faro e Lagoa, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) e o IPDJ.

O projeto de abrir os faróis a visitas é, ainda, maneira de dar outra ideia de uma instituição como a Autoridade Marítima.

 

Rogério Bacalhau e Luís Encarnação, vice-presidente da Câmara de Lagoa

 

«Tradicionalmente, as instituições onde as pessoas andam fardadas isolam-se muito e, ao abrirmos os faróis, dentro deste projeto, estamos a receber e a aproximar-nos das pessoas. É um sinal muito importante e de maturidade», disse o vice-almirante Sousa Pereira, diretor geral da AMN.

E para o futuro?

Segundo Cortes Lopes, comandante da Zona Marítima do Sul, «alargar a iniciativa a outros faróis é algo a estudar».

«Julgo que, para o ano, podemos tentar, pelo menos, incluir um terceiro farol dos seis do Algarve», concluiu, em declarações ao Sul Informação. 

 

Fotos: Rodrigo Damasceno | Sul Informação

 

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