Música de Orlando Pantera lembrada em Lagos com concerto

O público aderiu e deliciou-se se com músicas conhecidas

Uma bonita homenagem a Orlando Pantera, figura distinta da música cabo-verdiana, subiu ontem ao palco da praça do Infante, em Lagos, na abertura da 2ª edição Semana Cultural Lugares de Globalização.

Juntaram-se, pela primeira vez, Darlene e Arlindo Barreto, filha e irmão de Orlando Pantera, o músico português Edgar Valente, o músico brasileiro Luiz Gabriel Lopes, o músico algarvio Sebastião Bergmann e o produtor Sickonce.

O público aderiu e deliciou-se se com músicas conhecidas, como “Tunuka”, “Na ri na” ou “Dispidida”, pela voz de Darlene Barreto, e pelo “feitiço do Batuko” das batucadeiras Finka Pé.

Hoje, a Semana Cultural prossegue em Monchique, cuja floresta deu a madeira para construir os navios dessa primeira globalização, o nome mais politicamente correto pelo qual são hoje designados os Descobrimentos.

O programa começa às 15h00, com a palestra «As Árvores são Património», com o arqueólogo Miguel Martins, que falará sobre o contributo de Monchique para a construção naval do século XV, e Stephen Hugman, presidente da associação ambiental «A Nossa Terra», que abordará a Rota das Árvores Monumentais deste concelho. A palestra começa às 15h00, no Restaurante Fonte dos Chorões, na vila de Monchique.

Depois, às 17h00, terá lugar a inauguração da escultura «Árvore Monumental», uma encomenda feita de propósito para esta Semana Cultural à escultora Rita Pereira, aka RoMP.

«Em cada edição, queremos deixar uma obra artística pública num dos concelhos. No ano passado, foi um mural da Kruella d’Enfer em Vila do Bispo, este ano convidámos a jovem escultora Rita Pereira, que está a fazer um escultura pública em pedra, inspirada num marco de Monchique, que é a sua araucária monumental, com 150 anos», revelou Sónia Felicidade.

À noite, a programação desce um pouco a serra, para se instalar na Villa Termal das Caldas de Monchique, que se associou e até apresentará, no seu restaurante, «um prato cabo-verdiano para comer antes do espetáculo».

A cabo-verdiana Nancy Vieira vai trazer as suas mornas (género musical que também é candidato a Património Imaterial da Humanidade) para um concerto às 21h30, entre a floresta das Caldas de Monchique. Mais uma vez, a entrada é livre e gratuita.

 

 

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