Construção da Praia Fluvial de Odeleite começa «dentro de poucos dias»

Obra deverá demorar cerca de oito meses a ser concluída e custará 768 mil euros

A obra da Praia Fluvial de Odeleite foi adjudicada e deverá «começar dentro de poucos dias», acredita o presidente da Câmara de Castro Marim Francisco Amaral.

O contrato de adjudicação da obra, entre a Câmara castromarinense e o empreiteiro Eduardo Pinto Viegas, foi assinado no dia 7 de Fevereiro e publicado na plataforma Base no dia 11.

Agora, «falta apenas o visto do Tribunal de Contas» para que a obra comece no terreno e possam ser instaladas «piscinas flutuantes, balneários, sanitários, um bar e um parque de estacionamento», disse ao Sul Informação Francisco Amaral, que confia que a autorização do TC será dada rapidamente.

«A nova infraestrutura terá todas as condições para ir a banhos e para a náutica de recreio e desportos náuticos. Julgo que será um grande sucesso e um fator de combate à desertificação neste freguesia do interior do concelho», acredita.

«Eu gostava muito de ter a obra pronta no Verão, mas não sei se será possível. Temos ainda sete ou oito meses de obra, pelo que provavelmente terminará em Setembro», acrescentou o edil de Castro Marim.

Isto apesar de se tratar de uma intervenção há muito anunciada e de até ter sido objeto de um primeiro concurso, em 2017. «A obra atrasou-se muito tempo por causa da oposição. Perderam-se muitos meses, porque tivemos de lançar um novo concurso», justificou.

Além de adiar a execução da obra, o chumbo da oposição à adjudicação da obra, após concluído o concurso lançado em 2017, «encareceu a obra em 250 mil euros», acusou Francisco Amaral.

Originalmente, o concurso previa que a obra custasse 320 mil euros, mas, no contrato agora assinado, é estipulado que a intervenção custará 768 mil euros.

Esta obra foi, de resto, motivo para uma das várias batalhas políticas entre o executivo minoritário PSD e a oposição, nomeadamente o PS e o movimento Castro Marim Primeiro (CM1).

 

 

 

Ainda assim,  o lançamento da empreitada acabou por ser desbloqueado em Agosto por José Estevens, vereador eleito pelo CM1 e que já foi presidente da Câmara de Castro Marim eleito pelo PSD.

O projeto aprovado foi, neste caso, apresentado pelo eleito pelo movimento independente e prevê «a construção do Centro Náutico com a garantia de que será concessionado a privados, ficando desde logo definidos os elementos essenciais desse concurso e diminuindo dessa forma o esforço financeiro a alocar pelo Município», segundo explicou, na altura, o CM1.

Por outro lado, «a proposta assumiu o compromisso de investir na requalificação da aldeia de Odeleite valor igual ao investido na construção do Centro Náutico, independentemente do montante de financiamento comunitário».

Ontem, os socialistas emitiram um comunicado, onde acusam Francisco Amaral de mentir ao afirmar que a obra ficou mais cara em 250 mil euros por causa da oposição.

O principal partido de oposição diz que, apesar de a previsão inicial de custos, feita em 2016, ter sido de 320 euros, com uma comparticipação da União Europeia de 220 mil euros, o custo real da obra vai ultrapassar os 830 mil euros, tendo a autarquia de fazer «um esforço financeiro superior a 600 mil euros, obtidos por empréstimo bancário».

Para os socialistas, seria possível «fazer muito mais com 600 mil euros, caso esse valor fosse aplicado num plano das imperativas necessidades para o concelho, como a reabilitação urbana e paisagística na aldeia e da sua zona ribeirinha, melhorando as suas acessibilidades e a qualidade de vida dos seus habitantes». Este projeto poderia «constituir um polo de atração turística tão urgente e necessário para a freguesia», acredita o PS.

Certo é que, dentro de cerca de oito meses, haverá uma praia em Odeleite.

«Em Alcoutim, a praia fluvial que criei quando era presidente da Câmara atrai milhares de pessoas, no Verão. Em Odeleite, penso que será capaz de atrair ainda mais gente, tendo em conta que esta é uma localidade já muito procurada pelos seus restaurantes e que se situa junto ao IC27, bem mais próxima do litoral», concluiu Francisco Amaral.

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