95% do incêndio de Monchique está «controlado»

Os 5% que falta controlar situam-se em zonas inacessíveis, mas os meios aéreos não podem atuar devido ao fumo espesso

95% do perímetro do incêndio que lavra na Serra de Monchique, desde sexta-feira, 3 de Agosto, está «controlado», mas ainda há «alguns pontos quentes» nessa zona que podem levar a reacendimentos, disse Vítor Vaz Pinto, comandante operacional do Algarve, no ponto da situação feito há momentos no Centro de Meios de Loulé.

Por seu lado, Jorge Botelho, presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Faro, disse estar «confiante no efetivo que está no terreno» a combater o incêndio.

O autarca adiantou que, neste momento, já terão ardido «15 a 20 mil hectares», a maior parte dos quais «a partir das 15h00» da tarde deste domingo, em que o incêndio se complicou, tendo estado às portas da vila de Monchique.

Vítor Vaz Pinto, comandante operacional do Algarve, disse, por sua vez, que os 5% do incêndio que ainda não estão dominados são «numa zona inacessível aos meios terrestres» e de «elevada perigosidade».

Esta situação torna-se ainda mais perigosa devido ao facto de, por causa do fumo espesso que paira sobre a zona, os meios aéreos não poderem atuar nas zonas mais inacessíveis. Os helicópteros estão mesmo parados no heliporto de Monchique, à espera de condições de segurança para poderem levantar e ajudar no combate às chamas.

As 24 pessoas que ficaram feridas devido ao fogo estão com «perspetivas de recuperação», revelou ainda. Jorge Botelho referiu-se a este incêndio como sendo um «episódio grave que afetou dois municípios do Algarve: Monchique e Silves». Mas o fogo passou também para o vizinho concelho de Odemira, no Alentejo.

Segundo o site da Proteção Civil, estão a combater o incêndio 1164 operacionais, apoiados por 357 viaturas.

 

Foto: Gonçalo Dourado | Sul Informação

 

 

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