Governo vai alugar automotoras para atenuar problemas na Linha do Algarve

No «futuro», será lançado um concurso para aquisição de locomotivas bimodo, que funcionam com eletricidade e diesel

Alugar automotoras a diesel para fazer face à falta de material circulante e, no futuro, comprar locomotivas bimodo, que podem funcionar com combustíveis fósseis, mas também com eletricidade das catenárias. Esta é  a solução apontada pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas Pedro Marques para fazer face aos constantes atrasos e supressões de comboios na Linha do Algarve, mas também noutros pontos do país.

O membro do Governo esteve ontem no Algarve, para visitar as obras na Ponte Internacional do Guadiana e assistir a uma sessão onde se fez o balanço da intervenção de urgência na EN125, mas também falou da ferrovia.

«Há perturbações, sem dúvida, aqui no Algarve e na Linha do Oeste, mas também na Linha do Norte, por razões diferentes. Nas linhas que ainda estão a funcionar a diesel [como a do Algarve], temos problemas relacionados com o material circulante. Já informei o senhor presidente da CP que vamos alugar mais material circulante diesel e vamos, no futuro, fazer um concurso para aquisição do chamado material bimodo, que pode andar nas linhas eletrificadas e nas que não o estão. Também já está aprovado pelo Governo um concurso para a contratação de 50 técnicos de manutenção ferroviária», revelou Pedro Marques, à margem da sessão.

O membro do Governo reconheceu, ainda, «que a situação, na Linha do Algarve, é complexa», o que levou o Governo a decidir «incluir, de forma definitiva no financiamento comunitário, a eletrificação» dos troços em falta desta linha, intervenção que custará cerca de 60 milhões de euros.

A eletrificação, disse, «é para se fazer e estão a ser concluídos todos os projetos para se lançar o concurso no início do próximo ano».

«Não estamos desatentos da situação do funcionamento da nossa ferrovia. Estamos a fazer, do lado da infraestrutura, o que podemos, com o recurso a fundos comunitários, e estamos a fazer, através do Orçamento de Estado, o que se pode fazer do lado da CP. O que não conseguimos é resolver, de um momento para o outro, décadas de abandono, nomeadamente na aquisição de material circulante», concluiu Pedro Marques.

 

Fotos: Gonçalo Dourado | Sul Informação

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