Borboletas de Portugal “voam” em selos dos CTT

Saturnina pyri, Deilephila porcellus e Atlantarctia tigrina são os nomes científicos das três borboletas que os CTT, a partir de […]

Saturnina pyri, Deilephila porcellus e Atlantarctia tigrina são os nomes científicos das três borboletas que os CTT, a partir de hoje, representam numa emissão de selos, sob a forma de etiquetas autocolantes.

«Estas espécies foram escolhidas por pertencerem à fauna portuguesa, ainda que a grupos taxonómicos diferentes, e todas elas são “traças”, ao contrário do que commumente se pensa», explicam os CTT.

A Sotumio pyri é uma espécie de traça da família Sotumidoe. A sua distribuição ocorre no Norte de África e ao longo do Sul da Europa, até ao oeste asiático.

Vive em encostas quentes arbustivas ou arbóreas, com áreas abertas, desde o nível do mar até cerca de 2000 metros de altitude. Parques, pomares e vinhas com árvores de sombra são zonas privilegiadas.

Esta espécie passa o Inverno, geralmente mais do que um, no casulo e, dependendo da latitude e altitude, os adultos encontram-se entre Março e Junho. A lagarta é polífaga, alimentando-se de árvores e arbustos de folha decídua, especialmente da família Rosoceoe, tais como nogueiras, pereiras, macieiras, etc.

A espécie Deilephilo porcellus pertence à família Sphingidoe, sendo as traças deste grupo comumente denominadas de esfinges ou esfingídeos.

Esta espécie distribui-se do Noroeste de África através de grande parte da Europa até à China. Os seus habitats são geralmente prados e pastagens pobres em nutrientes, beiras da estrada e zonas pantanosas pouco húmidas.

Esta espécie faz geralmente um ciclo de vida por ano, raramente dois. Passa o Inverno em forma de pupa, sendo encontradas lagartas de Junho a Setembro. Os adultos geralmente emergem entre Maio e Julho. A lagarta alimenta-se sobretudo de plantas do género Golium.

A Atlantarctia tigrino é uma traça da família Erebidoe, que pode ser encontrada no Norte da Península Ibérica, Sul de França e Noroeste de Itália, em habitats geralmente rochosos, entre o nível do mar até aos 1600 metros de altitude.

É uma espécie univoltina, ou seja, faz apenas um ciclo de vida a cada ano. Passam o Inverno na forma de lagarta, tornando-se maturas em Março/Abril, pupando debaixo de pedras.

Os adultos podem ser observados a voar, durante a noite, de Abril a Julho. A sua larva é polífaga, e a sua alimentação incluí plantas dos géneros Syringo, Euphorbio e Genisto.

As ilustrações das etiquetas estiveram a cargo do ilustrador e pintor José Projecto. As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas CTT dos Restauradores em Lisboa e Município no Porto.

Esta emissão filatélica é apresentada como «uma forma de divulgação internacional da natureza do nosso país, projetando com qualidade, quer a fauna, quer a ilustração que se fazem em Portugal, a que os CTT com muito gosto se associam».

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