Festival F junta músicos portugueses de várias gerações em três dias de concertos

Estarão presentes alguns dos mais badalados nomes da nova música portuguesa, como Agir, Cuca Roseta, Carminho e Salvador Sobral (em […]

Estarão presentes alguns dos mais badalados nomes da nova música portuguesa, como Agir, Cuca Roseta, Carminho e Salvador Sobral (em dose dupla), mas também alguns artistas que já inscreveram há muito o seu nome no “passeio das estrelas” do panorama musical português, como Xutos & Pontapés, Mão Morta, Rui Veloso e Jorge Palma.

O cartaz do Festival F, que a Cidade Velha de Faro acolhe de 31 de Agosto a 2 de Setembro, foi apresentado esta terça-feira, dia 25 de Julho, em Lisboa, e deu a conhecer o que será um autêntico encontro de gerações de artistas portugueses.

Quem se dirigir à Vila-Adentro no dia 31 Agosto, poderá contar com os cabeça-de-cartaz Xutos & Pontapés, Salvador Sobral, Dengaz, Samuel Úria, Cuca Roseta e BeatBombers. Estes são apenas alguns dos artistas que vão passar no F nessa noite, já que o cartaz prevê muitos mais concertos, como os de Mishlawi, de Isaura, peixe:avião e do farense Mauro Amaral.

No dia 1 de Setembro, há Rui Veloso, Agir, Carminho, Valete, Mão Morta e Batida, aos quais se juntarão Valas, Alexander Search – banda que integra o algarvio Júlio Resende e Salvador Sobral -, Lula Pena e os farenses Galopim, entre outros.

A fechar, no dia 2 de Setembro, sobem ao palco, entre outros, Jorge Palma, Miguel Araújo, HMB, Dillaz, Orelha Negra, Frankie Chavez, Noiserv, Júlio Resende & Júlio Machado Vaz e DJ Marfox.

Além do dia extra de duração, novidade que o Sul Informação já havia avançado, a edição deste ano do Festival F vai sair dos limites da Vila-Adentro e «abraçar a Cidade Velha», revelou o vice-presidente da Câmara de Faro Paulo Santos.

Em 2017, será criada uma nova área fora das muralhas, que engloba o jardim ali existente.  Será nesta zona, frente à antiga Fábrica da Cerveja, que será instalado o palco principal do evento – não haverá palco no espaço Muralhas. No relvado, haverá artesanato e street food. O recinto terá, ao todo, 56 mil metros quadrados.

A Ria Formosa passa, assim, a fazer diretamente parte do cenário do F, unindo-se o seu encanto ao da Vila Adentro. Um pormenor que não é de somenos, já que, como ilustrou o presidente da Câmara de Faro Rogério Bacalhau, o festival pretende «dar a conhecer Faro e a sua riqueza patrimonial».

Também Vasco Sacramento, da Sons em Trânsito, produtora parceira da Câmara de Faro na realização do evento, salientou a importância da «envolvência» do Festival, lembrando «o cenário mágico» da Vila Adentro. «O F insere-se nesta zona da cidade, respeitando-a e moldando-se a ela. Não conheço nenhum outro festival que tenha um pôr-do-sol como este», afirmou.

Na apresentação do cartaz, no roof top do Hotel Mundial, com vista para a cidade de Lisboa e o Tejo, também estiveram presentes alguns dos artistas que compõem o programa, neste caso Samuel Úria, Dengaz e o algarvio Júlio Resende, que irá ter o privilégio de atuar nos três dias de evento.

No primeiro dia, o pianista que, como o próprio ilustrou, teve «a sorte de nascer em Faro e viver em Olhão», acompanhará ao piano Salvador Sobral, com quem partilhará novamente o palco no dia seguinte, com o projeto Alexander Search. No sábado, dia 2 de Setembro, atuará acompanhado do conhecido sexólogo Júlio Machado Vaz.

Samuel Úria é outro dos nomes sonantes do cartaz, que fez questão de «falar como reincidente», assegurando: «não me importo de voltar “cumprir pena” no F». «Sou testemunha da envolvência e diversidade do cartaz e diversidade correspondente no público», disse.

Dengaz considerou, por seu lado, ser «muito bom» que o festival seja feito só com nomes portugueses, algo que, acredita, «dentro de algum tempo já não será assunto».

Com o alargamento do Festival F em mais um dia, o orçamento da festa cresceu «em um terço», para um total de 500 mil euros, metade dos quais são «envolvimento dos parceiros». Ainda assim, Paulo Santos garante que a Câmara continua «com o mesmo objetivo de sempre, que é o de que o evento se pague a si próprio», algo que «aconteceu nos outros três anos». E se houver lucro, garantiu, será investido «no setor cultural».

Mas, avisa Rogério Bacalhau, quem for ao Festival F terá de enfrentar um grande problema: «com sete palcos e tantas atividades, será difícil escolher…».

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