Primeiro livro impresso em Portugal há 530 anos (re)lançado hoje em Faro

Uma edição comemorativa e em fac-simile da passagem dos 530 anos da impressão do «Pentateuco», realizada por Samuel Gacon, em […]

Uma edição comemorativa e em fac-simile da passagem dos 530 anos da impressão do «Pentateuco», realizada por Samuel Gacon, em Faro, em 1487, será hoje lançada às 11h30, na Biblioteca do Seminário Diocesano de Faro.

O Pentateuco foi o primeiro livro impresso em Portugal, em hebraico, e por isso marca o início da tipografia no nosso país. Atendendo a essa circunstância histórica, a Fundação Portuguesa das Comunicações irá anunciar também a possibilidade de se protocolar os termos de colaboração com o propósito de deslocar parte do acervo do seu museu para Faro.

Parte desse núcleo museológico, será apresentado digitalmente por ocasião do lançamento desta edição comemorativa do incunábulo cujo único exemplar conhecido se encontra depositado na British Library, em Londres.

«A impressão do Pentateuco (de Faro) é um dos momentos mais significativos da história da região, pelo que tem de inaugural e, em simultâneo, pela evocação de um tempo em que o Algarve estava em coincidência com os movimentos de vanguarda intelectuais e tecnológicos, inscrevendo a cultura portuguesa no quadro amplo do Renascimento, aproveitando, pela primeira vez o prelo e caracteres móveis de Gutenberg», salienta a editora «Sul, Sol e Sal», que promove o lançamento.

É este património que a nova edição fac-simile do Pentateuco pretende «sublinhar de forma apropriada e significativa».

A publicação da obra resulta da coincidência de vontades e do esforço conjunto da editora e do Círculo Teixeira Gomes – Associação pelo Algarve e será apresentada na Biblioteca do Seminário Diocesano de Faro, em consideração à entidade a quem na realidade do incunábulo, da qual foi retirado durante a incursão do Conde de Essex.

«O caráter simbólico desta data constitui um património que não se circunscreve aos muros de uma cidade. A impressão do Pentateuco é um acontecimento que engrandece a região e é símbolo do peso da cultura algarvia à época».

A presente edição é acompanhada por um estudo introdutório de Manuel Cadafaz  de Matos, da Academia Portuguesa da História, que contextualiza a edição na História da Imprensa incunabular hebraica portuguesa.

No sentido de atribuir um horizonte de leitura mais amplo o estudo introdutório foi traduzido para inglês por Ana Isabel  Soares, do CIAC,  da Universidade  do  Algarve.

No contexto da celebração dos 530  anos  da  impressão do Pentateuco  publicar-se-á,  também,  um texto escrito e ilustrado pelos  alunos  das  escolas  EB  Alto de Rodes e EB do Carmo.

Trata-se de “Uma grande aventura… No rasto do tesouro perdido”, uma ficção histórica que tem  como pano de fundo  a incursão  da armada que saqueou  e incendiou  Faro, em 1597, levando,  entre outras coisas,  parte da biblioteca do Bispo do  Algarve, D.  Fernando Martins Mascarenhas,  e da qual fazia parte o Pentateuco.

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